II END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro

Data: 15/12/2020 à 18/12/2020
Local: Virtual
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiend

SIMULAÇÃO DA QUALIDADE DE ÁGUA DO RIO DOCE APÓS O DESASTRE DE MARIANA - MG

Autores

Ana Flavia Brancalion Costa, Fernando Mainardi Fan, Hugo de Oliveira Fagundes

Tema

Desastres tecnológicos e contaminação de recursos hídricos

Resumo

A passagem da pluma de rejeitos de minério de ferro no rio Doce provenientes do rompimento da barragem de Fundão (Mariana/MG) em 2015, que interrompeu o abastecimento de 12 cidades, afetando mais de 400 mil habitantes, foi simulada através do modelo de qualidade de água SIAQUA-IPH. Os dados geoespaciais da bacia do rio Doce e os atributos hidráulicos foram gerados por simulações hidrológicas realizadas com o modelo MGB-IPH. Na calibração manual da simulação foram variados, os coeficientes C1, multiplicador das velocidades do escoamento; e, C2, multiplicador do coeficiente de dispersão longitudinal. Apresentaram-se bons resultados na comparação com os dados observados em campo. Com relação ao horário de pico dos polutogramas, os erros ? em relação ao tempo total de simulação de 380 horas ? foram de no máximo 4%. Os erros percentuais nas concentrações de pico foram menores que 20% na comparação com as medições da maioria das estações de monitoramento, com exceção das estações mais próximas da foz. Estes resultados corroboram o fato de que modelos matemáticos de propagação de poluentes em escala de bacia hidrográfica podem ser aliados dos gestores dos recursos hídricos na tomada de decisão após eventos de contaminação das águas superficiais, que podem afetar o abastecimento de água potável de muitos municípios brasileiros; demostrando que modelos como o SIAQUA-IPH possuem potencial para serem empregados em sistemas de alerta de contaminação.

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