XXIII SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 24/11/2019 à 28/11/2019
Local: Foz do Iguaçu - PR
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrh.org.br/xxiiisbrh/

A HIDROLOGIA DA CABEÇA D'ÁGUA (2): FORMAÇÃO DE FRENTE DE ONDA ABRUPTA

Autores

Walter Collischonn, Masato Kobiyama

Tema

Desastres

Resumo

Cabeça d?água é um tipo de enxurrada em que é possível observar, claramente, a chegada da onda de cheia como uma descontinuidade visível da vazão e do nível da água. Trata-se de um fenômeno relativamente comum no Brasil, e com consideráveis impactos em termos de perdas de vidas humanas. No presente artigo descrevemos os processos físicos envolvidos na transformação de uma onda de cheia comum em uma onda de cheia do tipo cabeça d?água, em que o aumento da vazão ou nível da água não é apenas rápido, como em uma enxurrada comum, mas praticamente instantâneo. Após uma revisão de conceitos relevantes sobre a propagação de ondas de cheia em rios, apresentamos uma descrição física na qual a formação das cabeças d?água é relacionada com o fenômeno conhecido como choque cinemático. Com base na análise realizada conclui-se que há duas condições hidráulicas que favorecem a ocorrência de cheias do tipo Cabeça d?água. A primeira condição é que no curso d?água (rio, riacho ou córrego) a celeridade cinemática aumente muito rapidamente com a vazão. Isto significa que a declividade deve ser alta, a rugosidade deve se reduzir com a vazão, e não pode haver extravasamento da calha. A segunda condição é que a vazão inicial e o nível da água inicial no rio, antes da chegada da cheia, sejam suficientemente baixos.

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