I END - Encontro Nacional de Desastres da ABRH

Data: 25/07/2018 à 27/07/2018
Local: Porto Alegre-RS
Mais informações: https://www.abrh.org.br/iend

PARÂMETROS GEOMORFOLÓGICOS PARA AVALIAÇÃO PÓS-DESASTRE DE ESCORREGAMENTOS: ESTUDO DE CASO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MASCARADA/RS

Autores

Gabriel Cardozo, Franciele Zanandrea, Gean Paulo Michel, Masato Kobiyama

Tema

6 - Estudos de caso de grandes desastres

Resumo

Eventos extremos, como movimentos de massa, modificam processos hidrossedimentológicos em bacias hidrográficas. Uma carga inicial de sedimentos é gerada no momento da falha da encosta e sedimentos adicionais são gerados através da erosão superficial gerada pelas chuvas que afetam as cicatrizes dos escorregamentos. O mapeamento, caracterização e avaliação de eventos hidrossedimentológicos extremos e principalmente de cicatrizes de escorregamentos são procedimentos importantes para o manejo de bacias hidrográficas. O presente trabalho propõe um conjunto de parâmetros geomorfológicos para a caracterização de cicatrizes de escorregamentos. A partir das variáveis geomorfológicas, foram calculados os seguintes parâmetros: porcentagem de área afetada (PAA), densidade de drenagem de cicatrizes (Ddc) e densidade de cicatrizes (Dcic) para diferentes áreas de avaliação. Calculou-se também a inclinação e a curvatura médias das cicatrizes de escorregamentos e a ordem dos rios para os quais elas drenam. A presente metodologia foi testada na bacia hidrográfica do rio Mascarada. Aproximadamente 407 cicatrizes de escorregamentos e fluxo de detritos foram mapeadas, totalizando uma área afetada de aproximadamente 2,2 km². Os valores de densidade e drenagem de cicatrizes foram relativamente altos, demonstrando a magnitude do evento. A maioria dos escorregamentos tem uma inclinação média entre 25 ° e 35 ° e aproximadamente 66% dos escorregamentos ocorreram em áreas convergentes. Todas as cicatrizes de escorregamentos iniciaram em drenagem de ordem zero, das quais 27,9% não atingiram uma drenagem de ordem superior. A avaliação do evento por meio de um conceito de área de influência representou a magnitude do evento de forma melhor quando comparado ao uso de um conceito de sub-bacia. Assim, através da descrição geomorfológica do evento foi possível compreender melhor o comportamento hidrossedimentológico das bacias hidrográficas pós-desastre.

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