Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
ASSOCIAÇÃO DE LONGO PRAZO ENTRE DOENÇAS SENSÍVEIS AO CLIMA E VARIÁVEIS CLIMÁTICAS EM REGIÃO SEMIÁRIDA TROPICAL: SUBSÍDIOS PARA A PREVENÇÃO DE DESASTRES EM SAÚDE
Código
V-END_II-EBHE0288
Autores
Klezio Silva Monte, Rafaella Pessoa Moreira, CLARA BEATRIZ COSTA DA SILVA, Alexandre Cunha Costa
Tema
15 - Saúde e Desastres;
Resumo
As mudanças climáticas estão associadas ao aumento da ocorrência de doenças cardiovasculares e respiratórias. Estudos demonstram que a elevação da temperatura, alterações na umidade e outros eventos climáticos extremos favorecem o aumento de casos de AVC, IAM e da asma, especialmente em populações expostas a condições climáticas severas. Assim, este estudo avaliou a associação de longo prazo (2008?2019) entre tendências de internações por asma infantil, AVC e IAM e variáveis climáticas (temperatura do ar, umidade relativa, precipitação e velocidade do vento) em cinco municípios do semiárido brasileiro. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal realizado nos municípios de Canindé, Crateús, Quixadá, Sobral e Tauá. Os dados de internações foram obtidos do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), e os dados climáticos do Brazilian Daily Weather Gridded Data (BR-DWGD). Inicialmente, estimaram-se as tendências mensais das internações e das variáveis climáticas. Posteriormente, empregou-se um Modelo Aditivo Generalizado (GAM) para avaliar as associações entre as tendências. Resultados: Observou-se tendência decrescente das internações por asma, associada à redução da velocidade do vento e da umidade relativa e ao aumento da temperatura. Em contrapartida, AVC e IAM apresentaram tendência crescente, principalmente relacionada ao aumento da temperatura e à redução da velocidade do vento. No GAM, temperatura máxima e umidade relativa foram os principais preditores das doenças cardiovasculares, enquanto temperatura máxima e velocidade do vento destacaram-se para a asma infantil. Conclusão: Climas mais quentes e com menor velocidade do vento estiveram associados ao aumento das internações por doenças cardiovasculares e à redução das internações por asma.