Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
GOVERNANÇA DE SECAS SOCIOECONÔMICAS: PERCEPÇÕES MULTISSETORIAIS NO COMITÊ BABITONGA (SC)
Código
V-END_II-EBHE0251
Autores
Franciele Maria Vanelli, VIRGÍNIA GRACE BARROS, ELISA HENNING, Leonardo Romero Monteiro
Tema
13 - Estiagens e Secas;
Resumo
Em geral, a gestão dos recursos hídricos em relação a secas emprega abordagens reativas, focando na gestão da crise ao invés da gestão do risco. No Brasil, a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e participativa. Assim, os membros do comitê desempenham papel estratégico na gestão dos recursos hídricos, diante de cenários de variabilidade climática e crescimento das demandas hídricas. Nesse contexto, o presente estudo investiga a perspectiva dos membros do Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas do Complexo Hidrológico da Baía da Babitonga e Bacias Contíguas sobre as secas socioeconômicas em seu território. Para isso, foi realizada a coleta de dados pela aplicação de um questionário estruturado de múltipla escolha, cujos resultados foram analisados por meio de análise descritiva. Os resultam denotam que os membros do Comitê Babitonga reconhecem os impactos decorrentes das secas socioeconômicas, porém enfatizam diferentes efeitos associados. Os representantes do Poder Público se referiram à diminuição da disponibilidade hídrica e aos impactos negativos na agricultura, evidenciando uma perspectiva sobre os impactos e os efeitos econômicos. No entanto, em estratégias que poderiam ser adotadas para complementar a gestão, houve apenas uma menção à alternativa associada à agricultura, apesar da relevância do setor no Estado. Os resultados dos representantes da Sociedade Civil podem remeter a uma maior preocupação com a conservação ambiental, enquanto os Usuários da Água indicaram uma perspectiva relacionada aos efeitos no funcionamento da sociedade, citando aspectos de abastecimento e saúde pública. Estratégias baseadas na comunidade foram apontadas como relevantes para lidar com secas socioeconômicas.