V END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro e II EBHE - Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística

Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe

DESEMPENHO DOS MODELOS DE PREVISÃO DO SAH PARNAÍBA NA ANTECIPAÇÃO DAS COTAS DE ATENÇÃO, ALERTA E INUNDAÇÃO ENTRE 2022 E 2026

Código

V-END_II-EBHE0241

Autores

CLAUDIO DAMASCENO DE SOUZA, Roberto José Amorim Rufino Fernandes, Joselia de Carvalho Leao, Ana Héllen Sales Sobral

Tema

04 - Sistemas de Alerta e de Evacuação;

Resumo

O estudo avalia o desempenho operacional dos modelos de previsão do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Parnaíba ? SAH Parnaíba ? na antecipação das condições de normalidade, atenção, alerta e inundação entre 2022 e 2026. Foram analisados 3.055 pares de cotas previstas e observadas em sete estações, utilizando modelos cota?cota e autorregressivos, com antecedências nominais entre 8 e 12 horas. A avaliação adotou abordagem categórica, considerando acertos, subestimativas, superestimativas, probabilidade de detecção (POD), razão de falso alarme (FAR) e índice crítico de sucesso (CSI). Para esses indicadores, cada par previsão?observação foi considerado individualmente, de modo que ultrapassagens consecutivas durante um mesmo evento de cheia foram contabilizadas separadamente. Assim, os indicadores representam o desempenho operacional das previsões emitidas, e não a detecção de eventos de cheia independentes. Os resultados indicaram acerto global de 96,50%, com 1,80% de subestimativas e 1,70% de superestimativas. As probabilidades de detecção foram de 98,94% para atenção, 96,39% para alerta e 96,05% para inundação. Entre 2022 e 2024, o CSI para inundação aumentou de 71,43% para 97,44%. Teresina CHESF e Fazenda Cantinho II apresentaram os maiores acertos globais, enquanto Esperantina registrou o menor desempenho e maior frequência de subestimativas. Conclui-se que os modelos apresentam elevado desempenho operacional, recomendando-se a combinação de métricas contínuas e categóricas e a priorização de ajustes nas estações com maior incerteza.

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