Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS APLICADA AO RISCO DE INUNDAÇÕES URBANAS EM JOÃO MONLEVADE, MG
Código
V-END_II-EBHE0174
Autores
Aline Dias Lourdes Grijó, José Eustáquio da Silva Júnior, RODRIGO GUIMARAES DOS SANTOS, Fernando Neves Lima
Tema
06 - Gestão de Risco e de Desastres: planejamento, adaptação e prevenção;
Resumo
João Monlevade, município inserido na bacia do rio Piracicaba, afluente do rio Doce, localiza-se no Centro Leste de Minas Gerais, distante cerca de 110 km da capital Belo Horizonte, enfrenta inundações urbanas recorrentes nas áreas comerciais e industriais, agravadas pela alta impermeabilização do solo e pela insuficiência da drenagem urbana convencional. Este estudo teve como objetivo avaliar o risco de inundação nessas áreas por meio da Análise de Árvore de Falhas (AAF), estimando a contribuição relativa da impermeabilização do solo para a geração de escoamento superficial e a eficácia de soluções baseadas na natureza e de sistemas de alerta precoce como medidas de mitigação. Foram comparados dois cenários hidrológicos, com coeficientes de escoamento superficial do Método Racional estimados em 0,85 (cenário atual, com 75 a 100% de impermeabilização) e 0,45 (cenário proposto, com 35 a 50% de impermeabilização, após implantação de pavimentos permeáveis, jardins de chuva e adensamento de arborização). A AAF, estruturada com o evento topo Inundação Crítica nas Áreas Comerciais e Industriais de João Monlevade, identificou a perda de capacidade de infiltração do solo como o evento básico de maior influência sobre a cadeia causal que leva ao transbordamento do Córrego Carneirinhos e à saturação da microdrenagem. Os resultados indicaram redução de 47% no coeficiente de escoamento superficial entre os dois cenários. Conclui-se que a gestão do escoamento na fonte, por meio de infraestrutura verde, associada a sistemas não estruturais de alerta, constitui estratégia tecnicamente viável e economicamente mais sustentável para a redução do risco de inundação.