Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
SENSIBILIDADE DA CHUVA DE PROJETO À SELEÇÃO DA JANELA HISTÓRICA: IMPLICAÇÕES PARA O DIMENSIONAMENTO DA MICRODRENAGEM URBANA
Código
V-END_II-EBHE0169
Autores
Elis Ferreira Lopes, Carlos Eduardo Sousa Lima, Cleiton da Silva Silveira
Tema
20 - Avanços nas abordagens de estimativa de PMP para fins de dimensionamento de estruturas
Resumo
O dimensionamento de sistemas de drenagem urbana baseiam-se na hipótese de estacionariedade das séries hidrológicas. Entretanto, a crescente variabilidade climática faz questionar essa premissa, tornando necessária a avaliação da influência da seleção do período histórico nas estimativas da vazão de projeto. Neste trabalho, analisou-se a sensibilidade da vazão de projeto à escolha da janela histórica de precipitação para uma microbacia urbana localizada em Sobral, Ceará. Foram utilizados dados diários do conjunto BR-DWGD/DataClimaBR (1961?2025), dos quais foram extraídas as precipitações máximas anuais. A série foi subdividida em janelas históricas decenais e em janelas móveis de 10 anos. As precipitações associadas aos tempos de retorno de 10, 25 e 50 anos foram estimadas pelas distribuições de Gumbel Máximos Tipo I e Log-Pearson III, sendo posteriormente convertidas em intensidades de chuva por meio da equação IDF local para aplicação do Método Racional. Os resultados evidenciaram que a seleção da janela histórica influencia significativamente as estimativas de vazão de projeto, mesmo mantendo constantes os parâmetros físicos da microbacia. A distribuição Log-Pearson III apresentou maior sensibilidade às alterações do período histórico, especialmente para tempos de retorno elevados, enquanto a distribuição de Gumbel produziu estimativas mais estáveis. A matriz de sensibilidade indicou diferenças relativas de até 39,6% entre janelas históricas, demonstrando que a definição do período de análise constitui importante fonte de incerteza hidrológica. Os resultados reforçam a necessidade de incorporar análises de sensibilidade na definição de chuvas de projeto, contribuindo para evitar o subdimensionamento, assegurando a longevidade da infraestrutura frente à variabilidade climática.