Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
DESENVOLVIMENTO DE ESTAÇÕES DE MONITORAMENTO DE MOVIMENTO DE MASSA PARA A SERRA DA GRACIOSA - PR (PROJETO SIMGRACIOSA)
Código
V-END_II-EBHE0152
Autores
Karollyn Larissa de Quadros, Maria Fernanda Dames dos Santos Lima, Danieli Mara Ferreira, José Eduardo Gonçalves, Luiz Fernando Golçalvez Grodzki, Alisson Dalto de Mendonça Souza, Manuel A. Marrão Neto, Elaine Cristina Kounton, Heitor Cardoso Fernandes, Cesar Augusto Cabral Franco
Tema
02 -Monitoramento aplicado a Desastres;
Resumo
O projeto SimGraciosa é uma parceria estratégica entre o SIMEPAR e o DER-PR que foi desenvolvido para mitigar os riscos de deslizamentos em um trecho crítico de 11 km da Serra da Graciosa (PR-410). O principal desafio superado pela equipe técnica foi a geografia complexa da região, marcada pela densa cobertura vegetal e pela ausência de infraestrutura de conectividade padrão, o que impossibilitava o monitoramento convencional. Para contornar essas barreiras físicas, foi implementada uma rede telemétrica robusta utilizando tecnologia de rádio LoRa para a transmissão de dados em locais sem visada direta. A infraestrutura é composta por estações autônomas que integram pluviômetros, visibilímetro para medir neblina e estações de monitoramento de solo equipadas com acelerômetros e sensores capacitivos de umidade, além de cabos de fibra óptica instalados para detectar rupturas físicas em tempo real. O sistema prioriza a eficiência energética, operando com microcontroladores ESP32 alimentados por painéis solares e otimizados por firmware de baixo consumo, garantindo transmissões sincronizadas mesmo sob condições logísticas adversas. Todos os dados são centralizados em uma plataforma web dedicada que emite alertas automáticos ao DER-PR baseados em limiares técnicos de criticidade, permitindo ações preventivas imediatas. O sucesso do projeto SimGraciosa valida a eficácia desta solução telemétrica inovadora, demonstrando confiabilidade técnica e potencial de escalabilidade para outras rodovias e regiões vulneráveis, reforçando o papel essencial da tecnologia aplicada à gestão de riscos ambientais e à segurança das equipes de manutenção e usuários da rodovia.