V END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro e II EBHE - Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística

Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe

ESTIMET: MÉTODO DE ESTIMATIVA DE SÉRIES EXTENSAS E ESPACIALMENTE DETALHADAS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO

Código

V-END_II-EBHE0148

Autores

Cinthia Maria de Abreu Claudino, Eduardo Gonçalves Patriota, Daniel Conceição do Nascimento, José Lindemberg Vidal-Barbosa, CINTHYA SANTOS DA SILVA, Diego Cezar dos Santos Araujo, Suzana Maria Gico Lima Montenegro, Guillaume Francis Bertrand, Cristiano das Neves Almeida, VICTOR HUGO RABELO COELHO

Tema

19 - Inteligência artificial e big data na gestão de desastres

Resumo

A evapotranspiração (ET) representa a principal saída do balanço hídrico, influenciando os ciclos da água, da energia e do carbono. No entanto, sua estimativa distribuída por técnicas terrestres e/ou com o uso de sensoriamento remoto orbital ainda apresentam limitações de cobertura e precisão. Vencendo essas limitações para aplicações locais e regionais em áreas tropicais, foi desenvolvido o modelo ESTIMET (Enhanced and Spatial-Temporal Improvement of MODIS EvapoTranspiration). Assim, pretende-se apresentar as principais características distintivas do ESTIMET. O ESTIMET é baseado na equação de Penman-Monteith, utiliza dados de sensoriamento remoto orbital (refletância) e informações auxiliares (e.g., dados de reanálise), de forma semelhante à abordagem usada para gerar o produto MOD16. Como modificações realizadas nas estimativas do ESTIMET foram utilizados dados de uso e cobertura do solo mais acurados (MapBiomas), dados meteorológicos de reanálise com uma resolução espacial mais alta (ERA5 e GLDAS) e alguns parâmetros biofísicos (e.g., IAF, EVI2 e albedo da superfície) foram considerados fixos no mês para reduzir a interferência das nuvens na estimativa da ET. As principais características distintivas do ESTIMET são fornecer dados diários de ET quase em tempo real (1 mês de latência) e com resolução espacial melhorada (250 m), minimizando as lacunas deixadas pela cobertura de nuvens e ajustando o algoritmo para as características tropicais do Brasil, incluindo variações de vegetação e microclimáticas. Assim, partir desses dados diários de ET distribuídos, contínuos e mais precisos é possível apoiar, em nível nacional, estratégias de irrigação, de gestão hídrica e de elucidação dos processos ligados às mudanças climáticas.

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