Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
VARIABILIDADE HIDROMETEOROLÓGICA E SEGURANÇA HÍDRICA INDUSTRIAL NO SEMIÁRIDO CEARENSE: AVALIAÇÃO QUALI-QUANTITATIVA DA ÁGUA BRUTA FORNECIDA AO COMPLEXO INDUSTRIAL E PORTUÁRIO DO PECÉM
Código
V-END_II-EBHE0137
Autores
Tema
13 - Estiagens e Secas;
Resumo
A intensificação de eventos hidrológicos extremos, como secas prolongadas e chuvas concentradas, tem ampliado os desafios de gestão dos recursos hídricos em regiões semiáridas. No Ceará, a elevada variabilidade espaço-temporal da precipitação condiciona a disponibilidade de água nos reservatórios e a qualidade da água bruta destinada a usos estratégicos. Este estudo teve como objetivo realizar uma avaliação quali-quantitativa integrada da água bruta fornecida ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), analisando a influência da variabilidade hidrometeorológica sobre volumes armazenados e parâmetros físico-químicos e biológicos de qualidade da água. A pesquisa utilizou séries históricas de precipitação, volumes de reservatórios, Índice de Anomalia de Chuva (IAC), Índice de Estado Trófico (IET) e dados de monitoramento da qualidade da água, com comparação entre períodos secos e chuvosos. Os resultados evidenciaram que a seca plurianual de 2012 a 2018 provocou forte depleção dos reservatórios e resposta hidrológica lenta, mesmo após anos chuvosos subsequentes. Em condições de baixo volume armazenado, observou-se maior tendência à concentração de constituintes dissolvidos, com alterações em parâmetros associados à salinidade, alcalinidade, dureza, pH e eutrofização. Por outro lado, eventos chuvosos concentrados intensificaram o escoamento superficial, favorecendo elevações pontuais de turbidez, cor, ferro, carbono orgânico total e matéria orgânica. Conclui-se que a segurança hídrica industrial no CIPP não pode ser avaliada apenas pela disponibilidade volumétrica, devendo integrar quantidade, qualidade e tratabilidade da água como dimensões essenciais para ampliar a resiliência operacional diante de extremos hidrológicos no Semiárido.