Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
Dinâmica sistêmica da insegurança hídrica em comunidades rurais do semiárido cearense: aplicação de diagramas de loop causal
Código
V-END_II-EBHE0111
Autores
Maria Adriana Martins e Silva, Rafaella Pessoa Moreira, Alexandre Cunha Costa, Tainara Chagas de Sousa, Caroline Evaristo Lourenço, João Deon p. Filho, Pedro Henrique Augusto Medeiros, Sara do Nascimento Cavalcante, Susan Geurtsen, Pieter van Oel
Tema
15 - Saúde e Desastres;
Resumo
A insegurança hídrica constitui um importante desafio socioambiental no semiárido brasileiro, sendo agravada pelas mudanças climáticas, vulnerabilidades socioeconômicas e limitações de infraestrutura hídrica. Este estudo objetivou compreender a dinâmica sistêmica da insegurança hídrica em comunidades rurais do semiárido cearense por meio da aplicação de Diagramas de Loop Causal (Causal Loop Diagrams ? CLD). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada em três comunidades rurais dos municípios de Quixeramobim e Quixadá, Ceará. Os dados foram coletados por meio de visitas domiciliares e aplicação de instrumento semiestruturado contendo informações sobre acesso, uso e armazenamento da água, fontes de abastecimento, condições socioeconômicas, saúde e percepção sobre o risco de escassez hídrica. A partir dos dados empíricos, foram identificadas variáveis-chave para elaboração dos CLD, permitindo mapear relações de causalidade e ciclos de retroalimentação associados à insegurança hídrica. Os resultados evidenciaram que a insegurança hídrica resulta da interação entre fatores climáticos, socioeconômicos, estruturais e sanitários. Destacaram-se ciclos de reforço relacionados à vulnerabilidade econômica, dependência de fontes inseguras de abastecimento e maior risco de doenças de veiculação hídrica. Observou-se ainda que tecnologias sociais, como cisternas, e a diversificação das fontes de abastecimento contribuem para mitigar parcialmente a escassez, embora permaneçam condicionadas à disponibilidade hídrica e à regularidade das chuvas. Conclui-se que a insegurança hídrica constitui um fenômeno sistêmico e multifatorial, demandando estratégias integradas de gestão da água, adaptação climática e fortalecimento da infraestrutura hídrica para redução das vulnerabilidades em comunidades rurais do semiárido.