V END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro e II EBHE - Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística

Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe

ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL E TIPOLÓGICA DOS DESASTRES NO CONTINENTE AMERICANO ENTRE 2015 E 2024

Código

V-END_II-EBHE0105

Autores

IZANI GONÇALVES DOS SANTOS PEREIRA, Danyelle Stringari, LEILA LIMBERGER, ISAIAS PEREIRA DA SILVA GONÇALVES

Tema

02 -Monitoramento aplicado a Desastres;

Resumo

O conhecimento dos impactos dos desastres é fundamental para o planejamento territorial, a gestão de riscos e a redução de vulnerabilidades. Nesse contexto, o monitoramento sistemático dos eventos extremos permite compreender padrões, impactos e tendências recentes nas Américas. Neste trabalho seguimos a terminologia dos desastres associados ou decorrente das ameaças naturais, em referência à classificação do EM-DAT e Cobrade. O estudo analisou a distribuição espaço-temporal e tipológica dos desastres associados às ameaças naturais registrados na América do Sul, América Central e América do Norte entre 2015 e 2024, contribuindo para a compreensão de sua dinâmica recente. A pesquisa possui caráter quantitativo e exploratório, baseada em dados secundários da EM-DAT. Foram analisados 998 registros de desastres naturais ocorridos no continente americano durante o período investigado. Os eventos hidrológicos e meteorológicos representaram conjuntamente 82% das ocorrências. Enchentes e tempestades corresponderam a 77% dos tipos de desastres identificados. A série apresentou oscilações interanuais, porém revelou tendência linear positiva, com crescimento médio de aproximadamente 0,32 ponto percentual ao ano. O menor valor ocorreu em 2018, enquanto os maiores percentuais foram observados a partir de 2021. Os Estados Unidos concentraram 27% dos registros analisados. Conclui-se que os desastres associados às ameaças naturais apresentaram tendência de crescimento aproximadamente 0,32 ao ano nas Américas entre 2015 e 2024. O uso de bases internacionais, como a EM-DAT, mostrou-se essencial para compreender a dinâmica dos eventos extremos, subsidiando ações de gestão, resiliência territorial e redução de vulnerabilidades e fortalecendo o planejamento preventivo diante de cenários futuros adversos mais complexos.

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