Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
MUITO ALÉM DA ENCOSTA: COMO A MENTE HUMANA CONSTRÓI E SENTE O RISCO DE DESLIZAMENTOS.
Código
V-END_II-EBHE0103
Autores
Ísis Vaz de Sant Anna Neves, Caroline Juliette Barbosa Fernandes, Luana Vitória Carvalho de Souza, Luana Carmelina Rodrigues Monteiro, Marcos Barreto de Mendonça
Tema
07 - Perspectiva social na gestão de desastres
Resumo
A recorrência histórica de deslizamentos de terra consolida o Rio de Janeiro como uma das áreas mais críticas do Brasil. A magnitude do problema é evidenciada pelo fato de que cerca de 53,9% dos municípios fluminenses possuem áreas suscetíveis a deslizamentos. Para além dos números, é fundamental compreender como as pessoas sentem e interpretam esse risco. Para pensadores como Slovic (2010), entende-se que o risco não é apenas um fato estatístico, mas é também uma construção mental, moldada por crenças, sentimentos e experiências pessoais. Um conceito central para entender esse processo é a divisão entre dois modos de processamento cognitivo em dois sistemas, conforme descritos por Kahneman (2011). No sistema 1, o pensamento é rápido, instintivo e emocional. Ao utilizar metodologias que expõem indivíduos a imagens de desastres e captam as primeiras palavras que lhes vêm à mente, busca-se acessar justamente o sistema 1. A análise foi aplicada na oficina realizada, pelo projeto Encosta Viva, em março de 2026, durante o evento "Sábado da Ciência: o cérebro e uma mente sustentável", no museu Espaço Ciência Viva. Após assistirem à série de imagens projetadas, cada pessoa era solicitada a informar até 3 palavras que lhe vinham à mente usando a plataforma virtual MentiMeter.