V END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro e II EBHE - Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística

Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe

METODOLOGIA PARA REGULARIZAÇÃO DA VAZÃO Q95 ESPECÍFICA NA BASE HIDROGRÁFICA OTTOCODIFICADA EM TRECHOS INFLUENCIADOS POR BARRAMENTOS DE REGULARIZAÇÃO DE VAZÃO

Código

V-END_II-EBHE0093

Autores

Pedro Augusto Gonzaga Moreira, LUIZ EDUARDO GIACOMOLLI MACHADO, Rodrigo Zanelati Ribeiro, Emília David Tiago, Lorena Souza e Silva

Tema

13 - Estiagens e Secas;

Resumo

O artigo apresenta uma metodologia para regularização da vazão de referência específica Q95 na Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO) no Estado de Goiás, considerando a influência de barramentos. Tradicionalmente, as análises de outorga utilizam a Q95 natural regionalizada, o que subestima a disponibilidade hídrica real a jusante de reservatórios que acumulam água no período chuvoso e a liberam no período seco. A metodologia baseia-se nos princípios da propagação segmentada (a influência de um barramento cessa ao atingir o reservatório subsequente) e das bacias singulares (bacias contendo barramentos mantêm valores originais naturais para avaliação caso a caso). O processo automatizado ocorre em cinco etapas: identificação das cobacias com barramentos, cálculo do incremento de vazão (?), delimitação do trecho influenciado a jusante, aplicação do incremento nas cobacias e conversão dos valores de vazão absoluta para específica (L/s/km²) A validação foi feita com os barramentos na bacia do Alto Rio Meia Ponte durante o período crítico de estiagem. Os resultados demonstraram ganhos significativos na Q95 específica regularizada a jusante, o que comprova a eficácia da regularização espacial na estabilização das vazões de seca. Como conclusões, a modelagem representa um avanço técnico-jurídico para a gestão hídrica estadual, dividindo-se entre aplicação direta dos novos dados em cobacias regularizadas e análises espaciais pontuais em bacias singulares. Como limitações, aponta-se a necessidade de complementação cadastral dos reservatórios, fiscalização das defluências e estudos de sustentabilidade a montante.

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