Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
Qualidade da água e riscos à saúde: uma análise sazonal no semiárido brasileiro
Código
V-END_II-EBHE0092
Autores
Caroline Evaristo Lourenço, Alexandre Cunha Costa, Tainara Chagas de Sousa, Maria Adriana Martins e Silva, João Dehon de Araújo Pontes Filho, Caique Ayrton de Brito, Pedro Henrique Augusto Medeiros, Eduardo Savio Passos Rodrigues Martins, Rafaella Pessoa Moreira, Pieter van Oel
Tema
15 - Saúde e Desastres;
Resumo
Introdução: O acesso à água segura ainda representa um desafio global de saúde pública, sobretudo em áreas rurais e semiáridas. Objetivo: Investigar as relações sazonais entre a insegurança hídrica, as características socioambientais, a qualidade da água e os desfechos em saúde em comunidades rurais do semiárido brasileiro. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, de série temporal e abordagem ecológica, realizado em três comunidades rurais do Sertão Central cearense, nos municípios de Quixadá e Quixeramobim, em fevereiro, abril e setembro de 2025, envolvendo famílias sem acesso à rede pública de água, com análise hidroclimática, avaliação da qualidade da água e da ocorrência de diarreia. Resultados: Na análise hidroclimática, Quixeramobim apresentou escore Z de -0,32 e Quixadá de +0,20. As cisternas foram a principal fonte de água para ingestão humana, embora com variações sazonais, enquanto para higiene pessoal predominou o uso de água de poços e açudes. Quanto ao nível de água nas cisternas, Jatobá mostrou-se mais vulnerável e Serrinha de Santa Maria a mais estável. Na análise físico-química, poços apresentaram maior alcalinidade e condutividade elétrica, enquanto cisternas e açudes exibiram menores valores de condutividade elétrica e potencial de oxirredução. As fontes de água apresentaram elevada contaminação microbiológica, com frequente presença de coliformes totais e E. coli. Episódios de diarreia foram registrados em todas as comunidades, indicando a persistência do risco de doenças transmitidas pela água. Conclusão: A dependência de fontes alternativas no semiárido e a persistente contaminação microbiológica reforçam a necessidade de monitoramento contínuo para a redução dos riscos à saúde.