Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
EXPEDIÇÃO RISCOS E DESASTRES COMPOSTOS NA AMAZÔNIA CENTRAL: PERCEPÇÕES DE 51 COMUNIDADES TRADICIONAIS.
Código
V-END_II-EBHE0089
Autores
Paula dos Santos Silva, Heloísa Corrêa Pereira, Ruan Queiroz de Vasconcelos Ferreira, Patrícia Carvalho Rosa, Andre Zumak Azevedo Nascimento, Igor Hister Lourenço, Clara de Oliveira Cunha, Nataniel Gomes Marim, Rônisson de Souza de Oliveira, Ayan Santos Fleischmann
Tema
08 - Desastres compostos: sinergia entre diferentes tipos de risco
Resumo
A Amazônia Central caracteriza-se por ambientes altamente dinâmicos e por seus grupos sociais diversos que vivem nas margens do Rio Solimões, vivenciando um regime hidrológico marcado por cheias e secas sazonais.As mudanças ambientais e climáticas têm potencializado perigos e riscos às comunidades locais, bem como afetando os ecossistemas aquáticos. Alguns dos perigos que afetam simultaneamente os sistemas naturais e sociais, configurando riscos compostos. Esses riscos são consequências da interação entre eventos como secas severas, cheias extremas, erosão fluvial, sedimentação, altas temperaturas e degradação da qualidade da água, produzindo impactos cumulativos sobre os territórios e os modos de vida das comunidades tradicionais. Entre os principais efeitos destacam-se perdas na produção agrícola, danos nas embarcações, interrupção das atividades escolares, insegurança alimentar doenças de veiculação hídrica e deslocamentos populacionais. Se de um lado do rio a erosão remove sedimentos e erode terrenos, na outra margem os sedimentos se depositam e formam grandes praias, que podem isolar comunidades durante as secas severas. O gerenciamento de risco inadequado e a intensidade desses fenômenos pode gerar desastres nestas comunidades, causando inúmeros impactos socioambientais (BANDEIRA et al, 2021; SILVA et al, 2023; ZUMAK et al., 2025). Diante desse contexto, uma expedição cientifica interdisciplinar foi realizada na Amazônia Central com o objetivo de compreender, as exposições, vulnerabilidades e riscos ambientais percebidos pelas populações locais. Foram visitadas 51 comunidades, sendo 38 de terra de várzea e 13 em terra firme, totalizando aproximadamente 7.236 pessoas. Os resultados indicam que grande parte dos entrevistados não reconhecem plenamente sua condição de exposição.