Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
DISCUSSÕES ACERCA DA ANÁLISE DE FREQUÊNCIA DE EXTREMOS E SEUS IMPACTOS EM USINAS EXISTENTES. ESTUDO DE CASO DA UHE CASTRO ALVES
Código
V-END_II-EBHE0081
Autores
Henrique Degraf, Beatriz Sepulveda Pires
Tema
21 - Segurança de barragens
Resumo
As barragens desempenham papel fundamental em atividades como geração de energia, regularização de rios e captação de água para usos consuntivos. Além da segurança estrutural, a resiliência climática dessas estruturas tem se tornado uma preocupação crescente, especialmente diante da maior frequência de eventos extremos observada nos últimos anos, como as cheias ocorridas no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024, que causaram impactos severos em diversas barragens, especialmente na cascata do Rio Antas. Nesse contexto, a avaliação hidrológica e hidráulica dos sistemas extravasores é essencial para garantir a segurança dessas estruturas. No setor elétrico brasileiro, a estimativa de vazões extremas em aproveitamentos hidrelétricos ainda é amplamente baseada nas diretrizes da Eletrobras (2000), fundamentadas na análise probabilística de séries de máximos anuais. Embora essa metodologia permaneça como referência técnica, o aumento das séries históricas e a ocorrência de novos extremos têm levado a revisões frequentes das vazões de projeto, frequentemente resultando em adaptações estruturais. Esse cenário levanta um questionamento importante: a aplicação contínua dos métodos tradicionais é suficiente para representar adequadamente eventos extremos? Análises baseadas exclusivamente em frequência estatística, sem considerar limitações das distribuições, comportamento de cauda e possíveis efeitos de não estacionariedade, podem produzir estimativas progressivamente maiores. Assim, este trabalho propõe uma reflexão sobre a metodologia atualmente adotada, utilizando a barragem de Castro Alves como estudo de caso.