V END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro e II EBHE - Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística

Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe

AVALIAÇÃO DO RISCO DE INUNDAÇÃO URBANA EM MURICI-AL: UMA ANÁLISE DA VULNERABILIDADE SOCIOECONÔMICA E INSTITUCIONAL

Código

V-END_II-EBHE0070

Autores

Gabriel do Nascimento Alves, Álvaro dos Santos, Iuri Oliveira dos Santos, MELCHIOR CARLOS DO NASCIMENTO

Tema

17 - Socio-hidrologia e justiça ambiental: desigualdades sócio-espaciais nos acessos e vulnerabilidades

Resumo

Este estudo avaliou o risco de inundação urbana em Murici-AL a partir da integração entre o perigo hidrológico, a vulnerabilidade socioeconômica e a capacidade de gestão institucional. A metodologia baseou-se no modelo multiplicativa de Goerl, Kobiyama e Pellerin (2011), utilizando o modelo topográfico HAND para simular uma cota de inundação de 5 metros no Rio Mundaú sobre 30 setores censitários urbanos. A vulnerabilidade socioeconômica foi mensurada por um índice sintético (IV) gerado com dados do Censo Demográfico de 2022, enquanto a dimensão político-institucional foi extraída da pesquisa MUNIC (IBGE, 2020). Os resultados indicaram que o cenário de inundação submerge uma área urbana acumulada de 1,305 km², impactando diretamente 22.777 habitantes. A classe de "Muito Alto Risco" desponta como a mais crítica e populosa, concentrando 7.084 pessoas (31,10%) na periferia oriental e sudeste, onde a alta vulnerabilidade social (IVMédia=5,82) e o adensamento demográfico potencializam o perigo hidrológico. O setor 030 configurou-se como o hotspot principal com o maior IV isolado (8,60). O cruzamento com a base MUNIC expôs um severo vazio de governança, o município declarou não possuir Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), diretrizes preventivas no Plano Diretor ou Sistemas de Alerta precoce. Conclui-se que a severidade do risco em Murici é socialmente construída e agravada pela omissão institucional. Apesar das limitações estáticas do modelo HAND, o mapeamento geoespacial fornece subsídios técnicos urgentes para o ordenamento territorial e planos de contingência locais.

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