V END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro e II EBHE - Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística

Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe

DE IQUITOS AO ESTUÁRIO AMAZÔNICO: MAPEANDO RISCOS COMPOSTOS EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO RIO SOLIMÕES/AMAZONAS

Código

V-END_II-EBHE0063

Autores

Andre Zumak Azevedo Nascimento, Alice César Fassoni de Andrade, Paula dos Santos Silva, Monara Claudia Barbosa da Silva, Heloísa Corrêa Pereira, Priscila Camelo Alves, Fabrice Papa, Ayan Santos Fleischmann

Tema

08 - Desastres compostos: sinergia entre diferentes tipos de risco

Resumo

Comunidades localizadas ao longo dos rios de água branca da Amazônia enfrentam desafios socioambientais relacionados à erosão das margens, sedimentação dos canais, isolamento durante períodos de seca e intensificação do estresse térmico decorrente das mudanças climáticas. Devido à grande extensão territorial e às dificuldades de acesso, o sensoriamento remoto apresenta elevado potencial para avaliações regionais de riscos compostos. O objetivo é avaliar riscos compostos ao longo do corredor Solimões/Amazonas. Foram analisadas 1.778 comunidades. A análise foi estruturada segundo a lógica: Risco = Perigo × Exposição × Vulnerabilidade. O componente de perigo integrou indicadores de erosão/sedimentação, seca meteorológica, calor extremo e isolamento fluvial durante a seca extrema de 2024. A exposição foi representada pela população e número de domicílios, enquanto a vulnerabilidade considerou déficits de escolas, postos de saúde e acessibilidade fluvial a centros urbanos amazônicos. Os indicadores foram normalizados e classificados pelo método de quebras naturais de Jenks. Os resultados indicaram que 974 comunidades apresentaram influência de erosão fluvial e 194 de sedimentação, afetando aproximadamente 110 mil pessoas. Além disso, 1.014 comunidades apresentaram níveis moderados a elevados de seca meteorológica, 713 registraram mais de 10 dias anuais com temperatura máxima ? 35 °C e 289 ficaram isoladas a mais de 1 km do canal principal durante a seca de 2024. A classificação final identificou quatro comunidades em risco muito alto e 19 em risco alto, totalizando cerca de 39 mil pessoas. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias integradas de monitoramento e adaptação na Amazônia.

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