Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
ANÁLISE ESPACIAL DOS RISCOS E IMPACTOS HIDROLÓGICOS NA REGIÃO NORTE DO BRASIL (1991 -2024)
Código
V-END_II-EBHE0060
Autores
Maria Nayara Holanda de Oliveira, Milena Marília Nogueira de Andrade
Tema
06 - Gestão de Risco e de Desastres: planejamento, adaptação e prevenção;
Resumo
A Região Norte do Brasil apresenta uma acentuada vulnerabilidade socioambiental frente a episódios hidrológicos extremos, que impactam substancialmente as populações residentes em áreas urbanas e ribeirinhas. Diante desse cenário desafiador, o presente estudo objetiva mapear e analisar a distribuição espaço-temporal da frequência de desastres hidrológicos na Amazônia Legal, no recorte de 1991 a 2024, discriminando suas tipologias, a severidade dos impactos humanos e a mensuração dos prejuízos econômicos correlatos. A metodologia fundamentou-se em dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), processados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG) por meio do software livre QGIS. Elaborou-se o Índice de Risco Hidrológico Integrado (IRHI), utilizando uma matriz multicritério ponderada que integrou a frequência dos eventos (peso 0,4), danos humanos (0,4) e prejuízos econômicos (0,2). Os resultados evidenciaram um padrão de distribuição espacial intensamente heterogêneo. A porção oriental da Amazônia Legal, com destaque para o Estado do Pará, concentra o maior adensamento de registros de sinistros, atingindo níveis críticos categorizados como Alto e Muito Alto. Constatou-se a dominância de inundações graduais nas calhas de drenagem, enquanto chuvas intensas afetam aglomerados urbanos e rodovias. Os danos humanos acompanham as redes fluviais navegáveis, e os prejuízos econômicos afetam eixos de expansão agropecuária e comercial, suprimindo infraestruturas logísticas. Conclui-se que os riscos resultam da combinação de fatores climáticos e ocupação irregular, consolidando este mapeamento como um instrumento indispensável para subsidiar o ordenamento territorial, apoiar a Defesa Civil e formular políticas públicas mitigadoras eficientes.