Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
A IMPORTÂNCIA DE INFORMAÇÕES HIDROLÓGICAS PARA COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA CENTRAL
Código
V-END_II-EBHE0048
Autores
Maria Vicenza Meireles Simao, Arezza Maria Meireles Simão, Paula dos Santos Silva, Priscila Camelo Alves, Lady Laiana Martins Custódio, Rodrigo de Souza Xavier, Débora Carolina Hymans, Tamna Gadelha da Silva, Andre Zumak Azevedo Nascimento, Ayan Santos Fleischmann
Tema
05 - Educação, Cidadania e Integração Comunitária;
Resumo
As variações no nível dos rios exercem forte influência sobre a rotina das populações ribeirinhas, pois atividades essenciais como pesca, agricultura, transporte e acesso a centros urbanos dependem diretamente do comportamento das águas ao longo do ano. Dessa forma, compreender a dinâmica fluvial é fundamental para que essas comunidades organizem suas práticas cotidianas e garantam sua subsistência. No entanto, diante das mudanças climáticas, observa-se que os ciclos naturais de cheia e seca vêm sofrendo alterações, o que pode dificultar o planejamento e aumentar a vulnerabilidade dessas populações. Nesse contexto, torna-se necessário adotar estratégias que minimizem os impactos dessas mudanças. Uma alternativa importante é incentivar a participação ativa das comunidades no monitoramento dos rios e na troca de informações sobre seus níveis e comportamentos. Essa colaboração permite integrar o conhecimento científico aos saberes tradicionais, acumulados ao longo de gerações, enriquecendo a compreensão sobre as dinâmicas ambientais. Assim, este estudo busca analisar a relevância das informações hidrológicas para as populações ribeirinhas da Amazônia Central, destacando como esses dados auxiliam no planejamento das atividades diárias enfatizando o engajamento comunitário na produção e compartilhamento de informações ambientais. Para isso, foi analisado o histórico do grupo virtual Boletim das Águas do Médio Solimões, um fórum virtual de extensão que visa à interação de pesquisadores e comunidades locais na troca de informações hidrológicas com cerca de mil participantes, criado pelo Grupo de Pesquisa em Geociências e Dinâmicas Ambientais na Amazônia, do Instituto Mamirauá no interior do Estado do Amazonas, Brasil. Além de relatos de 50 membros.