V END - Encontro Nacional de Desastres da ABRHidro e II EBHE - Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística

Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe

ALAGAMENTOS E INUNDAÇÕES EM MICROBACIAS URBANAS: INFLUÊNCIA DA VULNERABILIDADE SOCIAL, COBERTURA ARBÓREA E CANALIZAÇÃO DOS CURSOS HÍDRICOS

Código

V-END_II-EBHE0037

Autores

Rafael Brandão Ferreira de Moraes, Larissa Valentim da Silva, Pablo Luíz Maia Nepomuceno, FABIO VERISSIMO GONÇALVES, Maurício Lamano Ferreira

Tema

17 - Socio-hidrologia e justiça ambiental: desigualdades sócio-espaciais nos acessos e vulnerabilidades

Resumo

A intensificação da urbanização tem alterado significativamente a dinâmica hidrológica das cidades, aumentando a ocorrência de alagamentos e inundações em decorrência da impermeabilização do solo, da supressão da cobertura vegetal e da modificação dos sistemas naturais de drenagem. O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da vulnerabilidade social, da cobertura arbórea e da canalização dos cursos hídricos sobre a ocorrência de alagamentos e inundações em microbacias hidrográficas urbanas (MHUs) de Campo Grande - MS. Os registros de alagamentos e inundações ocorridos entre 2018 e 2023 foram obtidos por meio de pesquisa documental em notícias e posteriormente georreferenciados. A cobertura arbórea foi mapeada utilizando imagens do satélite CBERS-4A submetidas à classificação supervisionada pelo algoritmo Random Forest na plataforma Google Earth Engine. A vulnerabilidade social foi representada pelo Índice Geral de Vulnerabilidade Social (IGVS). A densidade de alagamentos e inundações foi calculada em função da extensão da malha viária existente em cada microbacia, sendo também quantificado o percentual de canalização dos cursos hídricos. Os resultados demonstram que os alagamentos apresentam maior concentração em microbacias com elevada vulnerabilidade social e menor cobertura arbórea, enquanto as inundações ocorrem predominantemente em áreas com menor vulnerabilidade social, porém com maiores percentuais de canalização de cursos hídricos. Portanto, esses desastres possuem condicionantes territoriais distintos e reforçam a necessidade de estratégias integradas que conciliem infraestrutura verde, conservação dos sistemas naturais de drenagem e redução das desigualdades socioambientais, contribuindo para o planejamento urbano resiliente e promoção da justiça socioambiental.

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