Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
LIMITAÇÕES DE DADOS HIDROLÓGICOS EM ANÁLISE DE CHEIAS: O CASO DO DESASTRE SOCIOAMBIENTAL NA ZONA DA MATA MINEIRA
Código
V-END_II-EBHE0035
Autores
Eduarda Trindade Filgueiras, Sumáya Karla Faria Neves, Celso Bandeira de Melo Ribeiro
Tema
02 -Monitoramento aplicado a Desastres;
Resumo
O trabalho analisa as limitações da disponibilidade de dados hidrológicos para avaliação de cheias rápidas, tomando como estudo de caso o evento extremo de fevereiro de 2026 na bacia do rio Xopotó, na Zona da Mata Mineira, associado ao desastre socioambiental em Ubá (MG). A pesquisa parte do argumento de que, em eventos de curta duração, a quantidade nominal de estações cadastradas não garante capacidade real de análise, pois é necessário considerar resolução temporal, continuidade, consistência e disponibilidade dos registros. Foram avaliadas estações pluviométricas e fluviométricas cadastradas no HidroWeb e em redes automáticas, considerando o período de 31/01/2026 a 01/03/2026. Embora tenham sido identificadas 17 estações pluviométricas, apenas três apresentaram dados horários consistentes e representativos do evento, com acumulados entre 364,8 mm e 400,5 mm. As demais tinham dados ausentes, falhas, baixa resolução temporal ou acumulados incompatíveis com estações próximas. Na rede fluviométrica, a limitação foi ainda maior: das oito estações avaliadas, somente uma forneceu dados úteis para o evento, o que restringe a calibração e validação de modelos hidrológicos. Os resultados evidenciam que a rede de monitoramento aparenta ser suficiente apenas em termos cadastrais, mas é operacionalmente frágil para estudos de cheias rápidas. Produtos orbitais como o IMERG/GPM são apontados como alternativas promissoras para complementar lacunas espaciais e temporais, embora sua resolução possa suavizar núcleos intensos de precipitação. O estudo conclui que é necessário ampliar e qualificar a rede hidrometeorológica, além de definir critérios mínimos de qualidade para modelagem de cheias e gestão de riscos.