Data: 26/10/2026 à 30/10/2026
Local: Fortaleza-CE
ISSN: 2764-9040
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/vend_iiebhe
Dinâmica fluvial do Rio Amazonas e exposição da população a Terras Caídas e a Terras Crescidas
Código
V-END_II-EBHE0008
Autores
Iris Celeste Nascimento Bandeira, Lucas Eduardo Monteiro Brito
Tema
06 - Gestão de Risco e de Desastres: planejamento, adaptação e prevenção;
Resumo
A dinâmica hidrossedimentar do Rio Amazonas promove intensos processos de erosão marginal e sedimentação no canal e na várzea, resultando em mudanças contínuas da paisagem fluvial e na exposição de populações ribeirinhas a situações de risco. Na Amazônia, os processos erosivos são conhecidos como Terras Caídas, associados à perda de terras, destruição de moradias e deslocamentos populacionais. Em contrapartida, os processos deposicionais, denominados Terras Crescidas, podem causar aterramento de áreas habitadas e agrícolas, além do isolamento de comunidades. Este estudo teve como objetivo analisar a morfodinâmica fluvial do Rio Amazonas e sua relação com a exposição populacional. Foram utilizadas imagens Landsat de 1984 a 2024 processadas pelo algoritmo Water Surface Change Detection Algorithm (WSCDA) no Google Earth Engine, integradas a dados censitários do IBGE e informações de áreas de risco mapeadas pelo Serviço Geológico do Brasil. Os resultados evidenciaram elevada dinâmica do sistema fluvial, com maiores taxas de erosão e sedimentação entre os rios Içá e Japurá e entre Parintins e Santarém. Aproximadamente 105 mil pessoas vivem na várzea do Rio Amazonas. Destas, cerca de 22 mil encontram-se em áreas de Terras Caídas e 205 em áreas de Terras Crescidas oficialmente mapeadas. Entretanto, a análise integrada sugere que mais de 30 mil pessoas estão potencialmente expostas à erosão marginal e aproximadamente 8 mil à sedimentação. Os resultados demonstram que a dinâmica fluvial condiciona a exposição das populações ribeirinhas a Terras Caídas e Terras Crescidas, e estudos desses processos podem subsidiar ações de monitoramento, prevenção e gestão de riscos na Amazônia.