Data: 24/08/2026 à 28/08/2026
Local: Niterói-RJ
ISSN: 2359-2141
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiifluhidros_xviienes
Modelagem de sedimentos com o MGB-SED na bacia hidrográfica do rio Ivaí: análise de resíduos no exutório
Código
III-FLUHIDROS0113
Autores
Ivan Mangini, Hugo de Oliveira Fagundes
Tema
08 - Modelagem hidrossedimentológica
Resumo
Desde a década de 1980, as mudanças climáticas têm ganhado destaque global, impulsionadas pela criação do IPCC em 1988. Relatórios recentes, como o IPCC AR6 (2021), apontam para o agravamento dos impactos climáticos, incluindo eventos extremos como enchentes e secas. No Brasil, esses efeitos são observados tanto em pequenas escalas, como as enchentes na cidade de São Paulo, como em grandes bacias hidrográficas, como as secas no rio Amazonas e as cheias ocorridas no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024. O desastre de Mariana (2015) ilustra o papel dos sedimentos na amplificação de impactos ambientais, destacando a necessidade de políticas integradas para gestão de sedimentos e mitigação de desastres. No Brasil, o assoreamento de reservatórios compromete a geração de energia, a disponibilidade hídrica e a produtividade agrícola, além de aumentar custos industriais. Como solução, modelos numéricos distribuídos têm se mostrado eficazes na análise hidrossedimentológica, especialmente com a disponibilidade de dados históricos. Entretanto, a simulação do transporte de sedimentos ainda é um desafio, pois esses processos apresentam forte variabilidade espacial e temporal, resposta não linear à vazão e elevada sensibilidade a eventos extremos. Além disso, a calibração e a validação de modelos hidrossedimentológicos dependem diretamente da quantidade e da representatividade dos dados observados, que frequentemente são escassos e irregulares em estações sedimentométricas. Nesse contexto, torna-se necessário avaliar não apenas o desempenho global dos modelos, mas também sua capacidade de representar eventos críticos e sua sensibilidade à densidade de dados observados.