III FLUHIDROS - Simpósio Nacional de Mecânica dos Fluidos e Hidráulica e XVII ENES - Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos

Data: 24/08/2026 à 28/08/2026
Local: Niterói-RJ
ISSN: 2359-2141
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiifluhidros_xviienes

Estudo comparativo entre as variações de maré no canal principal da Baía de Guanabara e nas Proximidades da Ilha do Fundão

Código

III-FLUHIDROS0097

Autores

LAURA TOLEDO SILVA MARTINIANO FERREIRA, Rodrigo Hoerner Morais Marques, Vitor Menezes Moura, marcelo di lello jordão, Marcos Nicolás Gallo, Susana Beatriz Vinzon

Tema

13 - Estuários, costas e portos: hidrodinâmica, sedimentos, ondas e qualidade de água

Resumo

A variação do nível da maré é fundamental para a compreensão da hidrodinâmica costeira, com implicações para navegação, controle de inundações e planejamento de obras. Em setores da Baía de Guanabara sem séries maregráficas contínuas, é comum utilizar registros da Ilha Fiscal, embora estes não representem integralmente as particularidades locais. Este trabalho comparou o comportamento da maré no canal principal da baía e nas proximidades da Ilha do Fundão, avaliando a influência da batimetria e dos efeitos de águas rasas na propagação da onda de maré. Foram analisados registros horários de 2017 da Ilha Fiscal, disponibilizados pela Marinha do Brasil, e da Enseada de Bom Jesus, obtidos pelo LDSC/UFRJ. Os dados da enseada foram pré-tratados conforme a metodologia QARTOD, com correções de offset baseadas nas diferenças entre níveis médios. A análise harmônica, realizada com a biblioteca t_tide em Python, permitiu identificar as principais componentes em termos de energia e frequência, enquanto a comparação entre picos de preamar foi utilizada para estimar diferenças de amplitude entre localidades. Os resultados indicaram alta similaridade entre as séries, porém com amplitudes cerca de 1,8 cm superiores na Enseada de Bom Jesus. Também foram identificadas seis componentes de alta frequência, típicas de águas rasas, ausentes na Ilha Fiscal, e uma defasagem de aproximadamente 5 minutos na componente M2 entre os pontos analisados. Conclui-se que mesmo diferenças de poucos centímetros e minutos na propagação da maré podem alterar estimativas de inundação, calibração de modelos hidrodinâmicos e análises de eventos extremos em setores internos da baía.

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