Data: 24/08/2026 à 28/08/2026
Local: Niterói-RJ
ISSN: 2359-2141
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiifluhidros_xviienes
Modelo semiautomático para caracterização geométrica de ondas de surfe
Código
III-FLUHIDROS0095
Autores
Julia Baldo Scremin, Marcos Nicolás Gallo
Tema
13 - Estuários, costas e portos: hidrodinâmica, sedimentos, ondas e qualidade de água
Resumo
A quebra das ondas é o principal mecanismo de transferência de energia entre o oceano e a zona costeira, sendo fundamental para a compreensão da dinâmica praial. No entanto, trata-se de um processo altamente complexo, não linear e de difícil mensuração em campo. Nesse contexto, o uso de imagens tem se mostrado uma estratégia promissora para a análise da quebra de ondas. Longuet-Higgins (1982) demonstrou que perfis de ondas do tipo mergulhante em processo de arrebentação podem ser representados por uma curva cúbica, oferecendo uma forma simplificada de descrever sua geometria e possibilitando a extração de parâmetros associados à intensidade da quebra. Com base nessa abordagem, Mead e Black (2001) propuseram um método para estimar a intensidade da quebra em ondas de surfe a partir da relação entre a geometria do vórtice e o gradiente batimétrico do fundo. Dessa forma, a análise geométrica do vórtice da onda surge como uma ferramenta relevante para investigar a interação entre a batimetria e a intensidade da quebra, especialmente em ambientes do tipo slab. Nesse contexto, o presente trabalho propõe o desenvolvimento de uma metodologia para avaliar como a morfobatimetria de diferentes slabs do litoral do Rio de Janeiro influencia a geometria do vórtice em ondas de mergulho.