Data: 24/08/2026 à 28/08/2026
Local: Niterói-RJ
ISSN: 2359-2141
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiifluhidros_xviienes
PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS PARA AVALIAÇÃO DA TOLERÂNCIA DE PEIXES AOS EFEITOS DA SUPERSATURAÇÃO GASOSA
Código
III-FLUHIDROS0089
Autores
CARLOS BARREIRA MARTINEZ, Dieimys Santos Ribeiro, Carlos Edurado Borges, Isis Jackeline Gimenes, Heitor Haruo Fujishige, Guilherme Lambertucci Koch, Walker Matheus Ferreira da Silva, Luiz Gustavo Martins da Silva, Lorena Berttinelli Nogueira, Andrey Leonardo Fagundes de Castro, Juliano Mafra Neves, Liandro da Rosa
Tema
01 - Mecânica dos Fluidos (Ensino, Hidráulica e Mecânica dos Fluidos Ambiental).
Resumo
Os estudos experimentais sobre supersaturação gasosa em peixes exigem procedimentos capazes de manter níveis estáveis de gases totais dissolvidos (TDG), controlar variáveis hidráulicas e físico-químicas da água e registrar, com repetibilidade, respostas comportamentais e letais dos organismos expostos. Este trabalho sistematiza um roteiro metodológico para avaliação da tolerância de peixes aos efeitos da supersaturação, com base em experiências recentes de dimensionamento de tanques, desenvolvimento de aparatos saturadores, definição de circuitos hidráulicos de alimentação, uso de sondas de TDG e protocolos de exposição aguda em laboratório. O procedimento proposto estrutura-se em cinco etapas: geração da água supersaturada, estabilização e distribuição do fluxo, dimensionamento dos tanques segundo porte e massa viva dos peixes, monitoramento contínuo das variáveis de ensaio e condução de testes com grupos controle e grupos expostos a diferentes níveis de TDG. O protocolo destaca que a qualidade do experimento depende da integração entre saturador, tanques, circuito hidráulico, sensores e protocolo biológico. Também se destaca a necessidade de testes de caracterização do aparato em diferentes combinações de vazão e pressão, realizados em triplicata, antes da exposição dos peixes. Conclui-se que a avaliação confiável da tolerância de peixes à supersaturação gasosa requer infraestrutura experimental dedicada, controle rigoroso das condições de ensaio e critérios padronizados de observação e registro.