Data: 24/08/2026 à 28/08/2026
Local: Niterói-RJ
ISSN: 2359-2141
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiifluhidros_xviienes
Concentrações de elementos biodisponíveis potencialmente tóxicos em sedimentos estuarinos do Rio São Francisco
Código
III-FLUHIDROS0078
Autores
Larissa Santos Xavier, Beatriz Silva Santiago, Amanda Silva de Jesus, Joao Batista Pereira Junior, Sarah Adriana Rocha Soares, Rennan Geovanny de Oliveira Araujo, Carlos Alexandre Borges Garcia, Marcus Aurélio Soares Cruz, VANIA ELISABETE SCHNEIDER, SILVANIO SILVERIO LOPES DA COSTA
Tema
13 - Estuários, costas e portos: hidrodinâmica, sedimentos, ondas e qualidade de água
Resumo
Os poluentes inorgânicos podem originar de fontes naturais ou antrópicas, no ambiente aquático, esses poluentes são predominantemente encontrados em sedimentos, sendo alarmantes devido à sua capacidade de bioacumulação. Este estudo avaliou as concentrações biodisponíveis de Co, Cr, Cu, Ni e Zn em sedimentos superficiais do estuário do Rio São Francisco, destacando a relevância de monitorar esses níveis para compreender os riscos ambientais e a saúde da biota aquática. As amostras foram coletadas em sete pontos durante os períodos seco (outubro/2023) e chuvoso (agosto/2024), utilizando draga do tipo Van Veen. Os extratos foram preparados em sistema fechado, por meio de um bloco digestor. As análises foram realizadas por espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado por indução (ICP-OES). Os resultados evidenciaram variação espacial e sazonal nas concentrações de metais, com valores mais elevados no período seco, especialmente nos pontos P1 e P3, o que indica menor diluição e maior deposição de partículas finas. O Zn apresentou as maiores concentrações em ambos os períodos, enquanto o Cu demonstrou comportamento distinto. A matriz de correlação de Pearson indicou forte correlação entre Co, Cr, Ni e Zn (r > 0,90), sugerindo origem comum, enquanto o Cu apresentou baixa correlação com os demais elementos (r < 0,24), indicando fontes diferenciadas de contaminação. As concentrações observadas permaneceram abaixo dos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 454/2012, sugerindo baixa probabilidade de efeitos adversos à biota, embora a mobilidade dos metais possa ser influenciada por dinâmicas estuarinas e variações ambientais, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo na região.