III FLUHIDROS - Simpósio Nacional de Mecânica dos Fluidos e Hidráulica e XVII ENES - Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos

Data: 24/08/2026 à 28/08/2026
Local: Niterói-RJ
ISSN: 2359-2141
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiifluhidros_xviienes

Influência da elevação do nível do mar na eficiência de quebra-mares submersos

Código

III-FLUHIDROS0077

Autores

Patricia Strasser Scheltinga, Elisa Cabral Terra, PATRÍCIA DALSOGLIO GARCIA, TIAGO ZENKER GIRELI

Tema

13 - Estuários, costas e portos: hidrodinâmica, sedimentos, ondas e qualidade de água

Resumo

As mudanças climáticas intensificam os processos erosivos nas praias com o aumento de eventos de ressaca e elevação do nível do mar. Nesse contexto, quebra-mares são frequentemente empregados como medida de mitigação. Entre as alternativas, os quebra-mares submersos têm ganhado destaque por preservarem a paisagem e permitirem a circulação de água sobre a estrutura. Contudo, a sobreelevação é prejudicial para a eficiência do quebra-mar submerso, e a literatura clássica concentra-se, em grande parte, em recifes submersos com cristas de largura considerável. Paralelamente, estruturas de menores dimensões vêm sendo cada vez mais adotadas para enfrentar a erosão em diferentes trechos do litoral. Assim, é importante compreender a eficiência dessas soluções bem como sua performasse diante das mudanças climáticas. Com isto, o estudo avaliou a eficiência de quebra-mares submersos e esbeltos sob diferentes submergências, comparando coeficientes de transmissão obtidos no Mike 21 com equações empíricas da literatura. Observou-se correlação linear entre submergência e altura de onda no tardoz: quanto maior a submergência, menor a redução de ondas. O equacionamento de Yoshioka et al., (1993) estimou, em geral, coeficientes de transmissão menores que os da modelagem, indicando eficiência superestimada. Já o ábaco de Hirose et al., (2002) apresentou coeficientes maiores que os do modelo, com aproximação progressiva conforme a submergência aumentava, coincidindo para a submergência de 1,4 m. Desse modo o estudo visa subsidiar estudos futuros sobre dimensionamento de quebra-mares submersos e esbeltos que considerem além da situação de maré atual, mas também a projeção do nível do mar futuro.

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