Data: 24/08/2026 à 28/08/2026
Local: Niterói-RJ
ISSN: 2359-2141
Mais informações: https://www.abrhidro.org.br/iiifluhidros_xviienes
Análise da operação da UHE Tucuruí sob a ótica da indisponibilidade de suas unidades geradoras no contexto da expansão eólica e solar no Brasil (2011-2024)
Código
III-FLUHIDROS0058
Autores
Walker Matheus Ferreira da Silva, Dieimys Santos Ribeiro, CARLOS BARREIRA MARTINEZ, Adriano Silva Bastos
Tema
05 - Máquinas e Equipamentos Hidromecânicos
Resumo
Este estudo analisa a operação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí entre 2011 e 2024, em um contexto de expansão da geração intermitente no Brasil. A ampliação da participação de fontes renováveis variáveis na matriz elétrica elevou a demanda por ativos capazes de prover flexibilidade operativa ao Sistema Interligado Nacional. Nesse cenário, grandes hidrelétricas com reservatório tendem a desempenhar, além da função de suprimento firme, um papel crescente na modulação e compensação da variabilidade sistêmica. A análise baseia em indicadores mensais da função geração por unidade geradora, convertidos em horas equivalentes de indisponibilidade e consolidados em base anual. Em paralelo, considera a evolução da geração eólica e solar no país, com o objetivo de examinar possíveis relações entre a expansão dessas fontes e a dinâmica operacional da usina. Os resultados indicam aumento das horas indisponíveis ao longo do período, com maior participação do componente programado nos anos mais recentes. Em conjunto com a expansão da geração eólica e solar no Brasil, esse padrão sugere associação temporal positiva e é compatível com a hipótese de maior exigência de flexibilidade sistêmica sobre a usina, em linha com transformações observadas em sistemas elétricos com elevada participação de fontes renováveis intermitentes. Contudo, os resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que a associação identificada não permite, isoladamente, estabelecer relações causais diretas entre operação flexível, mecanismos específicos de desgaste ou reconfiguração operacional. Ainda assim, contribuem para a compreensão do papel das hidrelétricas com reservatório como ativos de flexibilidade no contexto da transição energética brasileira.