Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
AUTODEPURAÇÃO DE SISTEMAS LÓTICOS AMAZÔNICOS APÓS O DESPEJO DE EFLUENTES DO PROCESSAMENTO DE PESCADOS
Código
XXVI-SBRH1120
Autores
Isabela de Lima Keppe, Mayara Galvão Martins, ANA VANESSA DE SOUSA AZEVEDO, CLEIMISON FERNANDES CARIOCA, Débora Carolina Hymans, CALEBE RODRIGUES SOARES SANTOS, Brenda de Meireles Lima, Carlos Alberto Correia Bezerra, Joao Paulo Borges Pedro, Ayan Santos Fleischmann, Maria Cecilia Rosinski Lima Gomes
Tema
STE113 - Qualidade ambiental e transporte de poluentes no meio rural
Resumo
O presente estudo avaliou a capacidade de autodepuração de um trecho de rio localizado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá no Médio Solimões (AM), tradicionalmente utilizada para o manejo extrativista do pirarucu (Arapaima gigas) e, consequentemente, onde ocorre o despejo de efluentes líquidos. Foram utilizados dados hidrológicos obtidos com Acoustic Doppler Profile (ADP) e parâmetros físico-químicos e microbiológicos como oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), nitrogênio amoniacal, fósforo inorgânico, temperatura e coliformes totais. A modelagem da qualidade da água foi realizada através do modelo QUAL-UFMG utilizando os coeficientes cinéticos (k?, k?, kd, ks) e os resultados indicam que, embora o corpo hídrico apresente robustez na capacidade de autodepuração ao longo de 9 km devido à elevada capacidade de diluição, os padrões de qualidade da água estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005 não foram completamente atendidos. O OD permanece abaixo dos limites legais, comum na região amazônica, e o nitrogênio amoniacal mostra comportamento decrescente, porém ainda acima dos valores recomendados. A simulação evidencia que a elevada profundidade, a baixa velocidade e a baixa capacidade de reaeração limitam os processos naturais de recuperação. Este estudo pioneiro destaca a importância de sistemas adequados de manejo de efluentes para preservar o equilíbrio ecológico e a sustentabilidade das comunidades pesqueiras artesanais. Os resultados reforçam a necessidade de adaptações metodológicas e regulamentares para uma gestão integrada e contextualizada dos recursos hídricos na região.