Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
Quantificação do Risco de Inundações a partir de Dados Históricos de Cheias e Danos Humanos
Código
XXVI-SBRH1072
Autores
ALAN VAZ LOPES, BRUNO BERNARDO DOS SANTOS, Maurício Cezar Rebello Cordeiro, MARCOS AIRTON DE SOUSA FREITAS, GERALDO JOSÉ LUCATELLI DÓRIA DE ARAÚJO JÚNIOR, Paulo Roberto Roballo Ungaretti, VINICIUS ROMAN
Tema
STE126 - Cheias no Brasil: geração, previsão e impactos
Resumo
A quantificação de riscos de inundação permanece como um desafio em regiões onde inexistem estudos de modelagem hidráulica de áreas inundadas, principalmente em razão da ausência de levantamentos topográficos e outros dados necessários para elaboração desses estudos. Este artigo apresenta uma metodologia para quantificação do risco hidrológico de inundações combinando dados históricos de cheias observadas e de danos humanos reportados à defesa civil nacional. A partir da seleção de estações fluviométricas de referência para cada município, foram ajustadas curvas de probabilidade de cheias às séries históricas de vazões máximas anuais. Com base nessas curvas, foram estimados os tempos de retorno de cada evento de inundação ou enxurrada, pela associação das datas do desastre e do pico de cheia observado. O risco de cada evento foi então computado pelo produto do inverso do tempo de retorno (probabilidade) pelo total de desabrigados e desalojados (dano) reportado como associado ao desastre. Por fim, para cada município, foi selecionado o evento de maior risco, para fins de classificação segundo faixas de risco pré-definidas. A metodologia foi aplicada aos municípios do Rio Grande do Sul, resultando em estimativas de riscos de inundação para 160 municípios, o que corresponde a 56% dos municípios com inundações ou enxurradas com danos humanos registados no sistema integrado de informações sobre desastres (S2iD). Dessa forma, a nova metodologia permite a quantificação de riscos de inundação em regiões com registros históricos de danos, mas sem estudos de modelagem hidráulica de áreas potencialmente inundadas