Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
LIMITES DA MODELAGEM AMBIENTAL INTEGRADA FRENTE À ESCASSEZ ASSIMÉTRICA DE DADOS E SERRILHAMENTO
Código
XXVI-SBRH1040
Autores
DANIEL VILLELA RUNKEL DE SOUSA, Wendell Esteves Andrade, Tatiana Finageiv Neder, Lidiane dos Santos Lima, Paulo César Colonna Rosman
Tema
J - Qualidade da Água em Sistemas Ambientais
Resumo
Corpos hídricos costeiros no litoral brasileiro enfrentam conflitos entre usos consuntivos e pressões ambientais. A degradação da qualidade de água, de forma aguda ou crônica, afeta setores econômicos e suas demandas, criando mercado para ferramentas e metodologias de gestão, entre as quais se destaca a modelagem computacional. Apesar de suas vantagens estratégicas, esta abordagem requer a integração de modelos em múltiplas escalas, exigindo séries de dados consistentes em quantidade e qualidade. Este artigo analisa um estudo sobre o Sistema Lagunar de Maricá (RJ), com simulações para cenários de inverno e verão, considerando a batimetria atual e uma alternativa, com intervenções para melhorar o fluxo hidrodinâmico. Os resultados demonstram que a renovação das águas nem sempre implica em melhor qualidade. Avaliou-se criticamente as fontes de dados referentes aos parâmetros físico-químicos e bióticos, tabulando a estatística dos intervalos de dados e ponderando sobre o critério do Teorema de Amostragem de Nyquist-Shannon. Verificou-se que a maioria das coletas ocorre em intervalos de 30 a 180 dias, que pelo teorema citado só capturaria processos e fenômenos com periodicidade de 60 dias a 1 ano, em descompasso com o tempo das simulações e indicando serrilhamento nas séries de dados de entrada. Refletindo sobre os eventos de interesse para os sistemas lagunares costeiros, sugere-se uma estratégia de duas frentes de campanha, sendo uma longitudinal semanal e outra concentrada, durando até 3 dias e coletando a cada 90 minutos.