Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
CORRELAÇÃO ENTRE INDICADORES DE QUALIDADE DE ÁGUA E INTERNAÇÕES POR DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA EM MUNICÍPIOS ABASTECIDOS PELO RESERVATÓRIO EPITÁCIO PESSOA NA PARAÍBA
Código
XXVI-SBRH0985
Autores
Sahara Guimarães da Cruz, Cézar Victor Alves de Lima, Emanuel Fernández de Melo, Andréa Carla Lima Rodrigues, Dayse Luna Barbosa, Mônica de Amorim Coura
Tema
J - Qualidade da Água em Sistemas Ambientais
Resumo
O acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito humano fundamental, reconhecido pela ONU, essencial para a saúde pública e o desenvolvimento sustentável. Contudo, o Brasil ainda enfrenta desafios nesse setor, com a precariedade dos serviços de saneamento associada à elevada incidência de doenças de veiculação hídrica, como diarreia, hepatite A e leptospirose. Na Paraíba, embora o estado tenha registrado avanços na cobertura de abastecimento de água, com 77% da população atendida, a coleta de esgoto alcança apenas 40% dos habitantes, contribuindo para a persistência de doenças relacionadas à água contaminada, afetando a qualidade de vida da população. Este estudo investigou a relação entre a qualidade da água e as notificações de doenças diarreicas agudas nos municípios abastecidos pelo Reservatório Epitácio Pessoa, entre 2014 e 2023. A metodologia foi estruturada em cinco etapas: seleção dos indicadores e tratamento de dados; avaliação quanto a importância; normalização e agregação; classificação dos municípios quanto a vulnerabilidade; e espacialização dos resultados. Os resultados evidenciaram disparidades sanitárias e socioeconômicas significativas, com municípios como Sossego, Matinhas e Barra de Santana apresentando maiores níveis de vulnerabilidade. A persistência de amostras de água em desconformidade com a Portaria GM/MS nº 888/2021 revelou falhas operacionais e institucionais. A ausência de PMSB agrava esse quadro, limitando o planejamento e a captação de recursos. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas integradas, fortalecimento da vigilância da qualidade da água e elaboração dos PMSBs como estratégia para promover saúde ambiental e reduzir desigualdades territoriais.