Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
SENSIBILIDADE DO ÍNDICE SPEI A MODELOS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO: APLICAÇÃO NA BACIA DO RIO DOCE
Código
XXVI-SBRH0983
Autores
Vinícius de Matos Brandão Raposo, THAÍS BAÊTA COSTA BARBOSA, Veber Afonso Figueiredo Costa
Tema
STE125 - Modelagem de Extremos de Precipitação: métodos, aplicações e desafios
Resumo
A seca é um fenômeno climático recorrente, com impactos significativos nos recursos hídricos, agricultura e demais setores socioeconômicos. O Índice Padronizado de Precipitação e Evapotranspiração (SPEI, do inglês Standardized Precipitation-Evapotranspiration Index) tem se consolidado como uma ferramenta importante para o monitoramento da seca por incorporar a evapotranspiração potencial (ETP) ao balanço hídrico. No entanto, sua sensibilidade ao método utilizado para estimar a ETP ainda é um ponto de atenção. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência de diferentes métodos de cálculo da ETP na caracterização da seca na bacia do rio Doce, entre os anos de1961 e 2023, utilizando o SPEI na escala trimestral. Foram comparados três métodos comumente aplicados: Thornthwaite, Hargreaves Modificado e Penman-Monteith-FAO. A partir do cálculo do SPEI-3 para cada método, foram identificados eventos de seca classificados como moderados, severos e extremos. Os resultados mostram que a região central da Bacia do Rio Doce concentrou a maior frequência de eventos de seca. O método de Penman-Monteith-FAO identificou o maior número de eventos, porém com menor duração e magnitude média. Em contraste, os métodos de Hargreaves Modificado e Thornthwaite apresentaram padrões espaciais semelhantes, mas com diferenças relevantes nas estatísticas de intensidade. O método de Thornthwaite destacou-se por maior variabilidade na duração e magnitude dos eventos extremos, evidenciando sensibilidade às variações de temperatura, característica especialmente relevante em climas tropicais.