Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
INCERTEZA NA PRECIPITAÇÃO MÁXIMA PROVÁVEL COM O MÉTODO DE HERSHFIELD - O EFEITO DE NOVOS REGISTROS HIDROLÓGICOS EXTREMOS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Código
XXVI-SBRH0950
Autores
Mino Viana Sorribas, Fernando Mainardi Fan, Diogo Costa Buarque, JOÃO BATISTA DIAS DE PAIVA, NILSON TEIXEIRA DE OLIVEIRA
Tema
STE125 - Modelagem de Extremos de Precipitação: métodos, aplicações e desafios
Resumo
neste estudo, a Precipitação Máxima Provável (PMP) foi estimada com o objetivo de avaliar as incertezas associadas e o impacto de novos eventos hidrológicos extremos recentemente observados. A análise teve como foco o evento de precipitação recorde ocorrido em maio de 2024 no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Foram comparadas as estimativas de PMP em cenários de retrospectiva, pré- e pós-evento, utilizando o método estatístico de Hershfield com duas abordagens distintas: o fator K empírico, derivado de séries históricas locais, e o fator K igual a 15. Os resultados evidenciam que a inclusão de novos dados extremos pode resultar em alterações importantes nos valores estimados de PMP. Nessa aplicação, a sensibilidade foi maior quando se utilizou o fator K empírico. O uso do fator K mais conservador mostrou-se mais estável, porém o evento de 2024 também causou alterações relevantes nos valores da PMP. A sensibilidade tem implicações relevantes no contexto de estruturas hidráulicas e a gestão de riscos hidrológicos. Os resultados indicam que quaisquer estudos anteriores na região em análise podem ter os valores de PMP subestimados, se desconsiderados os eventos recentes, principalmente se o K utilizado foi determinado empiricamente a partir dos dados, e não do gráfico de Hershfield. Por fim, fica evidente que a atualização das séries históricas e a reavaliação contínuas dos parâmetros estatísticos são fundamentais para garantir estimativas de PMP robustas e alinhadas à realidade atual.