XXVI SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh

CENÁRIOS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA NAS BACIAS HIDROGRÁFICAS AO LONGO DA ESTRADA DE FERRO CARAJÁS

Código

XXVI-SBRH0935

Autores

Edivaldo Afonso de Oliveira Serrão, João Henrique Macedo Sá, Juliana Andrade Campos, Paulo Roberto Estumano Beltrao Junior, Renata Gonçalves Tedeschi, Rosane Barbosa Lopes Cavalcante, PAULO RÓGENES MONTEIRO PONTES

Tema

STE98 - Recursos Hídricos na Amazônia: Conexões Entre Escalas e Setores

Resumo

As ferrovias são essenciais para a logística brasileira, principalmente no transporte de minérios e grãos, promovendo competitividade econômica. No entanto, o setor ferroviário está cada vez mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas, como chuvas intensas e períodos prolongados de seca, que podem comprometer a operação e causar danos estruturais. Este estudo avaliou os impactos desses extremos climáticos nas bacias hidrográficas ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC), localizada entre os biomas Amazônia e Cerrado. Foram analisados três índices recomendados pelo ETCCDI: CDD (dias consecutivos secos), CWD (dias consecutivos chuvosos) e Rx5Day (chuvas intensas em 5 dias), com base em dados históricos do CHIRPS e projeções futuras (2030?2060) de três modelos climáticos (MIROC6, HadGEM3, GFDL-ESM4), além de um ensemble multimodelo, sob o cenário de altas emissões (SSP5-8.5). Historicamente, as bacias ao norte, como São Luís, Mearim e Gurupi, registram os maiores volumes de precipitação, enquanto as regiões central e sul apresentam os menores. As projeções futuras indicam redução generalizada das chuvas no centro-sul e aumento dos dias secos (CDD) em praticamente todas as bacias, sugerindo maior risco de estiagens. O CWD tende a aumentar no norte, indicando chuvas mais persistentes, e o Rx5Day aponta intensificação de eventos extremos, especialmente em São Luís, Médio Tocantins e Baixo Araguaia. Esses resultados evidenciam riscos crescentes para a operação da EFC e destacam a importância de estratégias de adaptação climática que considerem tanto a ferrovia quanto seu entorno hidrológico.

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