Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
TESTES DE HIPÓTESES: LARGAMENTE EMPREGADOS, MAS MUITO MAL COMPREENDIDOS
Código
XXVI-SBRH0922
Autores
Veber Afonso Figueiredo Costa, Dirceu Silveira Reis Junior
Tema
STE126 - Cheias no Brasil: geração, previsão e impactos
Resumo
Testes de hipóteses são correntemente utilizados na prática da Hidrologia Estatística. Não obstante, a interpretação dos resultados é, na maioria dos casos, incompatível com a fundamentação teórica subjacente aos distintos procedimentos de teste, o que leva a conclusões inadequadas e inconsistências na tomada de decisão associada à gestão de recursos hídricos, sob a falsa premissa de que tais decisões são amparadas por princípios estatísticos sólidos. Neste artigo, são apresentados os princípios teóricos e as principais utilizações dos testes de significância de Fisher e os testes de hipótese de Neyman-Pearson, bem como a lógica falha de sua hibridização nos testes de significância de hipótese nula (NHSTs), os quais visam sustentar teorias substantivas (e.g., estacionariedade, homogeneidade ou independência) unicamente a partir dos resultados numéricos do teste. Exemplos de interpretação equivocada e utilização errônea de NHSTs são discutidos a partir de testes de tendência e testes de aderência usualmente empregados por pesquisadores em recursos hídricos para, respectivamente, justificar a modelagem não estacionária de processos hidrológicos e discriminar modelos distributivos para análise de frequência de variáveis hidroclimáticas. Tenciona-se demonstrar, com a discussão apresentada, a necessidade de aprofundamento teórico de engenheiros e hidrólogos antes da utilização de ferramentas estatísticas, de maneira a prover a comunicação efetiva do risco aos diferentes stakeholders.