Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
CARACTERIZAÇÃO GEOELÉTRICA EM ÁREA ÚMIDA: ESTUDO DE CASO NA EMBRAPA CERRADOS, PLANALTINA, DISTRITO FEDERAL
Código
XXVI-SBRH0849
Autores
Samuel Erick Barbosa Vitorino, João Vitor Dias Cerqueira, Pedro Henrique Alves de Oliveira, Marcos Aurélio Carolino de Sá, EDER DE SOUZA MARTINS, Dionísio Bastos de Quental, Andréia de Almeida, CARLOS TADEU CARVALHO DO NASCIMENTO
Tema
F - Processos Hidrológicos e Monitoramento Integrado de Recursos Hídricos
Resumo
Áreas úmidas auxiliam na regulação do ciclo hidrológico devido ao papel de armazenamento e redistribuição de água, especialmente para a recarga de aquíferos. Diante da importância dessas áreas e da limitação dos métodos tradicionais de monitoramento hidrogeológico em campo, o objetivo do presente estudo foi caracterizar o comportamento geoelétrico em área úmida, tendo como estudo de caso um campo de murundus associado à pastagem, em Planaltina, Distrito Federal. Para isso, aplicou-se o método geofísico elétrico de corrente contínua, que tem como parâmetro de interesse a resistividade elétrica (?, ?m). Considerando que ? depende, principalmente e de forma inversa, da umidade do solo, esse método tem se mostrado adequado em estudos ambientais a respeito do comportamento da água no solo. Para o levantamento geofísico, aplicou-se a técnica de caminhamento elétrico com arranjo de Wenner por meio da disposição linear de eletrodos no solo, espaçados regularmente a cada 2m ao longo de uma linha de 450 m. Após a inversão dos dados, foram obtidos modelos geoelétricos para os trechos sob murundus e pastagem, com profundidade teórica de investigação de aproximadamente 6m. Valores de ? variaram entre 200 ?m e 7500 ?m, com predomínio de zonas mais resistivas sob campo de murundus, possivelmente associada à morfologia da área, e anomalias condutivas sob pastagem, possivelmente em decorrência do manejo da área. O estudo resultou na caracterização indireta das condições físicas e hídricas do solo. Recomenda-se a continuidade do monitoramento para avaliar o efeito da sazonalidade e da incorporação de dados topográficos nos modelos geoelétricos.