Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS DOS EXTREMOS HIDROLÓGICOS NO RIO GRANDE DO SUL: INUNDAÇÃO E ESTIAGEM/SECA
Código
XXVI-SBRH0799
Autores
Jerusa da Silva Peixoto, laura moraes henicka, Caren Camila de Christo Morais, Matheus Lehmann Giacoboni, Masato Kobiyama
Tema
I - Desastres e Emergência Climática
Resumo
No Estado do RS, a ocorrência de inundações e estiagem/secas vem se tornando cada vez mais frequente e intenso, com significativos impactos socioeconômicos. Para compreender a abrangência e os tipos de danos ocasionados pelos extremos hidrológicos é fundamental realizar uma análise dos impactos. O objetivo deste trabalho foi analisar os impactos socioeconômicos ocasionados pelas inundações e estiagem/seca em todo o Estado do RS, no período de 1991 e 2023. Foram analisadas as informações das categorias de danos humanos, danos materiais, prejuízos nos estabelecimentos públicos (PEPL) e prejuízos nos estabelecimentos privados (PEPR), disponibilizados no Atlas Digital de Desastres no Brasil, abrangendo todo o Estado e por região CREPDEC. Em relação aos danos humanos, a seca representou 58%, registrados em sua maioria na categoria de ?outros afetados?, enquanto 42% foram de inundações, abrangendo mortos, feridos, desabrigados e desalojados. Os danos materiais foram predominantemente causados por inundações (91%). Os PEPL foram de 76% por inundações, e, 24% atribuídos à seca. Já os PEPR foram em sua maioria por seca (89%) e apenas 11% de inundações. A análise por categoria e regionalizada demostrou que as inundações ocasionam impactos imediatos e concentrados em grandes áreas urbanas, enquanto a seca representa um impacto de longa duração e mais difundido espacialmente, com predominância em áreas rurais. Dessa forma, a gestão de desastres hidrológicos no RS exige estratégias diferenciadas conforme cada especificidade regional, integrando políticas públicas e planejamento territorial.