XXVI SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh

ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA PARA CAPTAÇÃO DE ÁGUA PLUVIAL PARA FINS NÃO POTÁVEIS: ESTUDO DE CASO NO PRÉDIO DA ESCOLA DE NUTRIÇÃO DO CAMPUS MORRO DO CRUZEIRO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

Código

XXVI-SBRH0786

Autores

Rebecca Galves Gutierres Toledo, Diego Cenach Gomes Jales, Matheus Tomaz Faria, Ian Henrique Silva Paiva, Bianca Aline dos Santos Silva, Helena Sangy Moreira de Paiva, Isadora Caldeira Brant Sares, Jaine Nayara de Araújo de Oliveira, Jussara Almeida de Souza Novaes, Leticia Nascimento Lopes Silva, Mariany Beatriz Gonçalves dos Santos, Ricardo dos Santos Junior, Yuri Geraldo Rodrigues Guimarães, Maria Luíza Teófilo Gandini, Ana Letícia Pilz de Castro

Tema

C - Águas Urbanas e Cidades Sustentáveis

Resumo

O presente estudo analisa a viabilidade da captação e uso de água pluvial para fins não potáveis na Escola de Nutrição (ENUT) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), considerando o crescente consumo hídrico e a necessidade de soluções sustentáveis. O levantamento dos dados estruturais do prédio foi realizado com base em projetos arquitetônicos e normativas técnicas (NBR 10.844/1989 e NBR 15.527/2007), possibilitando o cálculo da área de captação e a estimativa da demanda de água não potável. Utilizou-se o Método de Rippl para o dimensionamento do reservatório, com base em séries históricas de precipitação (1984-2024) e no consumo estimado de 40 ?/pessoa/dia, totalizando cerca de 795.600 ?/mês. Foram identificadas demandas mensais de 253.562,4 ? para descargas sanitárias, lavagem de pátios e irrigação de jardins, o que representa cerca de 32% do consumo total de água da unidade. O volume ideal do reservatório foi estimado em 2.122,6 m³, sendo suficiente para atender a essa demanda, especialmente nos meses de menor pluviosidade. Os resultados indicam que a adoção dessa prática pela Escola de Nutrição e também pelos demais edifícios desta universidade pode gerar impactos ambientais e educacionais significativos. Conclui-se que o sistema é tecnicamente viável, há espaço para implantação e contribui para a sustentabilidade institucional, promovendo a conservação dos recursos hídricos e a conscientização ambiental da comunidade acadêmica.

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