Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh
MODELAGEM NUMÉRICA COM O SWMM PARA SIMULAÇÃO DA DRENAGEM URBANA E UTILIZAÇÃO DE INFRAESTRUTURAS VERDES EM RECIFE - PE
Código
XXVI-SBRH0771
Autores
Gabriel Vamberto de Souza Nóbrega, Debora Natália Oliveira de Almeida, Haylla Rebeka de Albuquerque Lins Leonardo, Aline Dayane Costa Brito, ANDERSON LUIZ RIBEIRO DE PAIVA, Leidjane Maria Maciel de Oliveira, SYLVANA MELO DOS SANTOS
Tema
C - Águas Urbanas e Cidades Sustentáveis
Resumo
Cidades altamente urbanizadas frequentemente enfrentam alagamentos e deslizamentos em consequência de chuvas extremas que excedem a capacidade da drenagem urbana convencional. Nesse cenário, surgem as técnicas compensatórias, como os telhados verdes, que auxiliam na mitigação dos impactos da impermeabilização e na redução dos picos de escoamento. Para estudar o escoamento superficial e aplicar as referidas técnicas, utilizam-se o sensoriamento remoto e a modelagem numérica. O sensoriamento remoto permite coletar dados da bacia hidrográfica e delimitar a área de contribuição dessa bacia. Já a modelagem numérica possibilita simular o escoamento superficial da água de chuva e avaliar o efeito dos telhados verdes sobre o volume de água nas vias públicas. A área de estudo localiza-se no bairro da Várzea, Recife?PE, frequentemente afetada por alagamentos, como os registrados entre 4 e 6 de fevereiro de 2025, período adotado na análise. Foram aplicadas técnicas de sensoriamento remoto com o software QGIS e realizadas simulações hidrológicas no SWMM, considerando dois cenários: o cenário atual, com a drenagem urbana convencional, e um cenário com a presença de telhados verdes. O objetivo foi quantificar o escoamento superficial resultante em ambos os casos. Os resultados indicaram que a adoção de telhados verdes proporcionou uma redução de 37% no pico de escoamento, demonstrando sua eficácia como técnica compensatória de drenagem urbana. Essa redução contribui para o controle do escoamento superficial, mitigando os riscos de alagamentos em áreas planas e deslizamentos de terra em áreas de morro e promovendo maior resiliência urbana frente a eventos pluviométricos extremos.