XXVI SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh

INUNDAÇÕES URBANAS E MDES GRATUITOS: UMA AVALIAÇÃO COMPARATIVA DE PRECISÃO PARA MODELAGEM

Código

XXVI-SBRH0151

Autores

TATIANE SOUZA RODRIGUES PEREIRA, Kamila Almeida dos Santos, Guilherme da Cruz dos Reis, Raviel Eurico Basso, HUGO JOSÉ RIBEIRO, Klebber Teodomiro Martins Formiga

Tema

F - Processos Hidrológicos e Monitoramento Integrado de Recursos Hídricos

Resumo

Este estudo investigou a influência de três Modelos Digitais de Elevação (MDEs) gratuitos (Copernicus DEM, NASADEM e Topodata) na modelagem de inundações urbanas, buscando avaliar sua viabilidade para simular eventos extremos, considerando o custo e a disponibilidade de dados. A batimetria fluvial foi obtida via Acoustic Doppler Current Profiler (ADCP), e um evento de projeto com Tempo de Retorno de 100 anos foi proposto com base em dados históricos de vazões. Os mapas de inundação foram gerados utilizando o software HEC-RAS 6.0 e validados com do dados Light Detection and Ranging (LiDAR). Os resultados da análise comparativa dos MDEs demonstraram que o Copernicus DEM apresentou o melhor desempenho geral. Apesar de subestimar a área inundada em 18%, este MDE registrou os menores valores de Erro Quadrático Médio (RMSE), Viés Percentual (PBIAS), média e desvio padrão, juntamente com os maiores valores do coeficiente de correlação de Pearson (R), quando comparado aos dados LiDAR, sugerindo maior precisão e acurácia na representação das profundidades e extensões da inundação. Em contrapartida, o NASADEM tendeu a subestimar a área inundada em 30% e tendeu a superestimar as profundidades e extensões. O Topodata, por sua vez, mostrou-se o MDE menos preciso e acurado. Embora sua estimativa da área de inundação se aproximasse dos dados LiDAR, com uma superestimação de apenas 3%, este MDE superestimou consideravelmente as profundidades e extensões da inundação. Concluiu-se que, com a diminuição da resolução espacial dos MDEs, a modelagem de inundações tende a subestimar a área total e a superestima a profundidade.

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