XXVI SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 23/11/2025 à 28/11/2025
Local: Vitória - ES
ISSN: 2318-0358
Mais informações: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh

MANANCIAIS CRÍTICOS E SAÚDE PÚBLICA EM SÃO PAULO: AVALIAÇÃO INTEGRADA PARA GESTÃO DE RISCOS SANITÁRIOS

Código

XXVI-SBRH0145

Autores

Geyse Aparecida Cardoso dos Santos, Maria Tereza Pepe Razzolini, LUIZ SERGIO OSORIO VALENTIM

Tema

STE152 - Recursos Hídricos e Saneamento Básico - Integração e Gestão

Resumo

INTRODUÇÃO O comprometimento sanitário dos mananciais de abastecimento público no Estado de São Paulo representa um desafio relevante à saúde pública. A degradação da qualidade da água, resultante da urbanização desordenada, uso intensivo de agrotóxicos e deficiência no tratamento de esgoto, contribui para o aumento de doenças de veiculação hídrica. Este estudo propõe uma metodologia integrada para avaliação de mananciais críticos, utilizando dados do SISAGUA e articulação interinstitucional, com o objetivo de apoiar ações coordenadas entre saúde, meio ambiente e saneamento. METODOLOGIA A abordagem foi estruturada em parceria com o Comitê Permanente para Gestão Integrada da Qualidade da Água da SES-SP e instituições estaduais. Foram definidos quatro eixos: (1) Caracterização dos mananciais; (2) Eficiência do tratamento; (3) Vulnerabilidade territorial; (4) Perfil sanitário da população. Analisaram-se 452 mananciais superficiais (2018?2022), com foco em E. coli, Giardia spp., Cryptosporidium spp. e turbidez. Os dados foram cruzados com informações sobre esgotamento sanitário, indicadores epidemiológicos e cobertura da atenção básica. RESULTADOS Dos 452 mananciais avaliados, 15% apresentaram comprometimento sanitário; 27,9% destes foram críticos em todos os parâmetros. Identificaram-se 19 municípios com mananciais em estado crítico, dos quais apenas 21% possuem esgotamento sanitário integral. Houve aumento de casos de diarreia em áreas vulneráveis e com baixa cobertura da ESF. A articulação institucional possibilitou inspeções locais e revisão de estratégias municipais. CONCLUSÃO A metodologia adotada revelou-se eficaz na identificação de áreas prioritárias, reforçando a vigilância da água como ferramenta essencial para a proteção da saúde pública.

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