XXV SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 19/11/2023 à 24/11/2023
Local: Centro de Convenções AM Malls - Sergipe
ISSN: 2318-0358
Mais informações: http://www.abrhidro.org.br/xxvsbrh

TEMPO DE PERCURSO NA IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS ATINGIDAS POR VAZAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS: ESTUDO DE CASO DO DIB DE BARCARENA -PA

Código

XXV-SBRH1065

Autores

GUNDISALVO PIRATOBA MORALES, Monica Frickmann Young Buckmann, Vêrônica Silveira de Andrade, Cleber Silva, Altem Nascimento Pontes, Paulo César Colonna Rosman

Tema

STE07 - Desafios e Estratégias de Resiliência em Cidades Costeiras

Resumo

A importância econômica do distrito industrial de Barcarena (DIB), localizado na margem direita do rio Pará, contrasta com o número significativo de 24 acidentes ambientais ocorridos nas duas últimas duas décadas, atingindo o sistema hídrico da área de influência desta região, que faz parte da baía de Marajó. Visando identificar as fronteiras terrestres do sistema estuarino que podem ser atingidas por eventuais acidentes ambientais ou vazamento de poluente provenientes das empresas instaladas no DIB, foi realizada a simulação usando o modelo Lagrangeano de transporte advectivo difusivo. Para gerar resultados do tempo de percurso na forma de nuvens e isolinhas de tempo de vida das partículas conservativas lançadas na área de abrangência o DIB, a simulação foi realizada usando o sistema base de hidrodinâmica ambiental, SisBaHiA®. Os resultados mostram comportamento diferente nas épocas sazonais, com nuvem de partículas alinhadas na direção NNE na época de chuva, atingindo a fronteira aberta em aproximadamente 10 dias. A simulação do lançamento de partículas evidência maior espalhamento das partículas lançadas na época de seca, atingindo as margens terrestres da maior parte das áreas litorâneas a jusante do ponto de lançamento. Pode-se inferir que as áreas localizadas a jusante do DIB ficam mais vulneráveis por eventuais vazamento ou acidentes ambientas ocorridos na época de seca, quando as partículas apresentam maior espalhamento. Este efeito provavelmente causado pelas menores vazões e velocidades fluviais na época de seca, diferenças que podem registrar até 70%, quando comparados os picos de chuva e de seca na região.

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