XXV SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 19/11/2023 à 24/11/2023
Local: Centro de Convenções AM Malls - Sergipe
ISSN: 2318-0358
Mais informações: http://www.abrhidro.org.br/xxvsbrh

Efeitos do Modelo Digital de Elevação na previsão da onda de ruptura de barragens em vale encaixado

Código

XXV-SBRH0436

Autores

Renato Steinke Júnior, Rute Ferla, Priscila Maria Kipper, Thiago Cepik Brune, Cassiano Korndoerfer Tornin, GUILHERME SANTANNA CASTIGLIO, Carlo Lucca Coutinho Ungaretti Rossi, José Falcão de Melo, Camila de Souza Dahm Smiderle, Daniela Guzzon Sanagiotto, LUIZ AUGUSTO MAGALHAES ENDRES, MAURICIO DAI PRA, eder daniel teixeira

Tema

STE25 - Segurança de Barragens

Resumo

A elaboração do Plano de Ação de Emergência, documento formal cuja obrigatoriedade para barragens brasileiras decorre das características de risco e de dano potencial associado à barragem, passa necessariamente pela condução de estudos de inundação. A legislação vigente e os manuais emitidos por órgãos fiscalizadores, entretanto, não contêm orientações quanto ao modelo digital de terreno que deve ser utilizado na modelagem hidrodinâmica das ondas de ruptura, ferramentas muito úteis neste tipo de estudo. No presente artigo, buscou-se comparar os efeitos provenientes do uso de diferentes modelos digitais de elevação nos estudos de inundação de uma barragem situada em um vale encaixado, valendo-se, para isso, de três diferentes Modelos Digitais de Elevação: dois deles de acesso livre na internet, elaborados a partir de imagens de satélite (NASADEM e FABDEM); e um elaborado a partir de dados levantados em campo. Para as simulações numéricas do escoamento, foi utilizado o software de modelagem hidrodinâmica HEC-RAS. Os resultados das vazões máximas e o aspecto geral das manchas de inundação apresentaram semelhanças para as três simulações, revelando que os modelos digitais de elevação livres utilizados podem vir a resultar em estimativas adequadas destes parâmetros. Já a comparação dos tempos de pico e das áreas totais inundadas revelou diferenças de até 17% e 38%, respectivamente, entre os resultados dos três modelos. Recomenda-se que, sempre que possível, sejam feitos estudos envolvendo tanto modelos digitais de elevação dedicados quanto os de acesso livre.

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