XXIV SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Data: 21/11/2021 à 26/11/2021
Local: BELO HORIZONTE - MG
ISSN: 2318-0358
Mais informações: http://www.abrhidro.org.br/xxivsbrh

Análise de frequência local de precipitações estimadas por satélite na bacia do rio Paranaíba

Código

XXIV-SBRH0777

Autores

Francisco Eustáquio Oliveira e Silva, Túlio Marcos de Vasconcellos Filho

Tema

SR02- Processos hidrológicos e meio ambiente

Resumo

A análise de frequência tem como objetivo relacionar a magnitude dos eventos com sua frequência de ocorrência por meio do uso de uma distribuição de probabilidade. Tradicionalmente, no caso de alturas de chuva, são realizadas com registros de estações pluviométricas. Contudo, informações obtidas a partir de redes de monitoramento pluviométrico possuem limitações, em geral, associadas ao número e distribuição espacial irregular das estações que a compõem. Como alternativa, podem ser utilizados precipitações estimadas por produtos de satélites meteorológicos. No presente trabalho, foram comparados os resultados de análises de frequência de precipitações máximas anuais para a bacia do rio Paranaíba, realizadas com estimativas de precipitação a partir de dados de satélite e com informações obtidas em campo, por meio de pluviômetros. Foram utilizados registros de 104 estações pluviométricas com séries históricas de pelo menos 15 anos, e duas séries históricas de produtos satelitais correspondentes a cada estação: a primeira, contendo as precipitações estimadas pelos satélites nos mesmos dias das máximas observadas nos pluviômetros; e outra, em que as máximas observadas pelos satélites foram selecionadas independentes das datas associadas aos registros dos pluviômetros. Os modelos teóricos de distribuição probabilísticos foram selecionados utilizando-se uma combinação do Critério de Informação de Akaike Corrigido e do Critério de Anderson-Darling. Os resultados indicaram que as distribuições selecionadas para as estimativas satelitais diferiram, em sua maioria, daquelas selecionadas para os dados dos pluviômetros. Ademais, indicaram também que os quantis obtidos a partir das informações satelitais foram constantemente inferiores aos associados aos dados de monitoramento em solo.

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