III SRHPS - Simpósio de Recursos Hídricos do Rio Paraíba do Sul

Data: 27/08/2018 à 29/08/2018
Local: Juiz de Fora - MG
Mais informações: http://www.ufjf.br/srhps/

Influência da vegetação de margem no comportamento hidrológico da bacia do rio Paraíba do Sul

Autores

Caluan Rodrigues Capozzoli, ANDREA DE OLIVEIRA CARDOSO

Tema

Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Resumo

A bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul está localizada na região sudeste do Brasil, entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além da população urbana e rural existente na bacia, o rio Paraíba do Sul é utilizado para abastecimento da região metropolitana do Rio de Janeiro. O uso do solo na bacia é predominantemente de pecuária leiteira, onde o manejo inadequado do solo tem afetado a qualidade e a quantidade de água na bacia. Dada a importância socioeconômica da bacia do rio Paraíba do Sul, neste trabalho foi utilizado o modelo hidrológico distribuído MGB-IPH para avaliar a influência da vegetação de margem no comportamento hidrológico da bacia. O modelo foi calibrado e verificado para o período de 2005 a 2015 considerando a condição atual de cobertura da superfície da bacia. Uma vez calibrado o modelo, foram elaborados cenários de uso do solo considerando diferentes larguras de vegetação florestal ao longo das margens do rio Paraíba do Sul e de seus afluentes. Os cenários consideram os valores de cobertura florestal correspondentes ao que deveria ser aplicados de acordo com o código florestal (30 m, 50 m, 100 m e 200 m) e também valores de 300 m a 1000 m. Os cenários foram comparados com a condição atual da bacia em termos de frequência de ocorrência de extremos de vazão muito alta e muito baixa. O modelo representa adequadamente o processo de transformação de chuva em vazão da bacia e os resultados dos cenários indicam que a ocorrência de vazões da categoria muito alta durante o período chuvoso da bacia (outubro a março) diminui em função do aumento da faixa de cobertura florestal, enquanto que a ocorrência de eventos de vazão muito alta nos meses secos (especialmente em agosto) aumenta em função do aumento da área florestal. A frequência de vazões da categoria muito baixa aumenta com o aumento da cobertura florestal nos meses chuvosos e enquanto que nos meses secos a frequência de vazões muito baixa diminui com o aumento da cobertura florestal.

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